SAÚDE
Ameba comedora de cérebro mata mulher que lavou nariz com água parada
Segundo o relatório, a paciente utilizou por vários dias água armazenada no tanque de um trailer para lavar os seios da face. Pouco depois, começou a apresentar sintomas como dor de cabeça, febre, náusea e vômito, que são sinais iniciais da (MAP), doença causada pelo protozoário N. fowleri.
Infecção de rápida evolução
A mulher não teve contato recente com lagos ou rios, onde a ameba costuma ser encontrada. No entanto, exames confirmaram a presença do parasita no líquido cefalorraquidiano dela. Apesar de receber tratamento médico, a paciente teve convulsões e morreu oito dias após o início dos sintomas.
Embora as autoridades não tenham conseguido detectar a ameba na água do trailer, possivelmente por causa do intervalo de 23 dias até a coleta das amostras, os testes mostraram que o líquido estava mais turvo do que o aceitável para consumo humano e com níveis baixos de desinfetante, o que pode ter favorecido a formação de biofilmes, estruturas que protegem microrganismos como a N. fowleri.
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A infecção pela ameba é extremamente rara, mas quase sempre fatal. Nos Estados Unidos, apenas quatro pessoas sobreviveram entre os 164 casos registrados entre 1962 e 2023.
Ameba entra pelo nariz e atinge o cérebro
vive em água doce e morna, como lagos, rios ou até piscinas mal higienizadas, e se torna particularmente perigosa quando penetra pelo nariz. É por essa via que ela consegue chegar diretamente ao cérebro, destruindo o epitélio olfativo e avançando pelas fibras nervosas.
No corpo humano, o microrganismo se transforma em sua forma mais ativa, o trofozoíto, capaz de se reproduzir rapidamente e consumir células cerebrais. Por isso, a infecção costuma evoluir de forma agressiva, com complicações neurológicas graves e morte em poucos dias.
O CDC alerta que devem ser usados apenas com água destilada, esterilizada ou previamente fervida. A recomendação vale especialmente para pessoas que utilizam água de fontes alternativas, como tanques de trailers ou poços artesianos.
“Este caso reforça o potencial de sérios riscos à saúde associados ao uso indevido de dispositivos de irrigação nasal, bem como a importância de manter a qualidade da água dos veículos recreacionais e garantir que os sistemas municipais de água cumpram os padrões regulatórios”, destaca o relatório do CDC.
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