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PF deflagra operação em Sorriso e apura origem de dinheiro de suposto Caixa 2

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Agentes da Polícia Federal deflagraram em Sorriso, nas primeiras horas da manhã desta terça (20), a segunda fase da operação Rustius, que investiga a arrecadação de verbas irregulares em campanha eleitoral. Conforme o apurou, ação teria como objetivio instruir inquérito relativo à apreensão de R$ 300 mil, às vésperas das eleições na cidade, e descobrir a origem dos recursos. PF apura se valores seriam relativos à suposta prática de crime de “caixa 2” na campanha vitoriosa do prefeito Alei Fernandes (União).

Os policiais federais cumpriram três mandados de busca e apreensão expedidos pelo Juiz Eleitoral de Garantias do Núcleo I – TRE/MT. A ação visa coletar novos elementos que auxiliem na apuração dos fatos. Entre os alvos estão duas empresas e uma residência. 

Procurada, a defesa do prefeito Alei, patrocinada pelo advogado Rodrigo Cyrineu, informa que não pode comentar o caso por estar sob segredo de Justiça. Cyrineu pondera, entretanto, que “a questão investigada é um indiferente eleitoral [que não tem qualquer conteúdo eleitoral] e que não possui qualquer relação com a campanha de Alei e Acácio [Ambrosini]”.

Em nota, a Polícia Federal ressalta que os elementos de informação colhidos no inquérito policial indicam que “várias transações financeiras, afetas a essa mesma campanha [da chapa de Alei], foram realizadas de forma ilegal. A fraude teria ocorrido para ocultar gastos da campanha eleitoral que, caso contabilizados na prestação de contas, ultrapassariam o limite de gastos permitido pela legislação”. Até o momento, 17 pessoas foram formalmente indiciadas.

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AIJE

Ação acontece às vésperas da realização de audiência de instrução de Ação de Investigação Eleitoral  (AIJE) contra o prefeito Alei Fernandes para apurar suposto abuso de poder econômico, caixa 2 e compra de votos nas eleições de 2024.

Testemunhas podem ser ouvidas nesta sexta (23), mas há um pedido para que seja adiada em razão da complexidade do caso. Inquérito conta com mais de nove mil páginas.

Caso

A investigação começou após a prisão de Nei Francio, no dia 03 de outubro deste ano. Ele foi abordado pela Polícia Rodoviária Federal no km 754, da BR-163, em Sorriso. Conforme boletim de ocorrência, o cabo eleitoral não obedeceu aos avisos luminosos e sonoros da viatura policial. Após parar o veículo, os agentes realizaram busca pelo veículo e encontraram uma caixa de papelão com R$ 300 mil em espécie. Questionado, Nei Francio não soube informar a origem do dinheiro.

“Considerando que Nei não soube comprovar a origem do dinheiro; Considerando que Nei é apoiador da campanha eleitoral do atual prefeito da cidade de Sorriso, tendo, inclusive, no veículo adesivo de apoio, que seu filho realizou doação de alto valor para a campanha eleitoral; Considerando o período eleitoral; a ocorrência foi encaminhada para a Polícia Civil e, em seguida, para a Polícia Federal, que apreendeu o valor em espécie e o aparelho celular de Nei, para realização de investigação”, diz trecho do registro policial.

Ele foi preso em flagrante, e conduzido à Polícia Federal por indícios de possível prática de crimes eleitorais. Em depoimento, Nei disse ter um “vinculo de amizade” com Alei e declarou “apoia[r] a reeleição (sic) do candidato”.

“Além disso, armou (sic) que seu filho realizou doação de R$ 200 mil para a campanha, de forma lícita e que possui um sítio em comum com ele [Alei Fernandes] e com mais 10 pessoas, no Pará, um pesqueiro”, diz trecho dos autos. À época, Nei Francio autorizou o acesso da PF aos dados armazenados em seu aparelho celular, “oportunidade em que confessou manter troca de mensagens com Alei Fernandes”.



Fonte: RD NEWS

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