JUDICIARIO
Justiça nega recurso para colocar filho de ex-deputado federal em prisão domiciliar
Conteúdo/ODOC – A Justiça negou, pela segunda vez, o pedido de prisão domiciliar ao empresário Carlos Alberto Gomes Bezerra, conhecido como Carlinhos Bezerra, réu confesso do assassinato da ex-companheira, Thays Machado, e do namorado dela, William Cesar Moreno. O crime ocorreu no dia 18 de janeiro de 2023, no Bairro Consil, em Cuiabá.
A nova decisão foi assinada pela juíza Ana Graziela Vaz de Campos Alves Corrêa, da 1ª Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher.
A defesa de Carlinhos alegou problemas de saúde e solicitou a substituição da prisão preventiva por prisão domiciliar, mas o pedido foi indeferido.
No despacho, a magistrada destacou que não houve apresentação de fato novo que justificasse a reconsideração da medida cautelar, já anteriormente analisada e negada.
Além disso, a juíza ressaltou que o custodiado possui condições de receber atendimento médico adequado dentro do sistema prisional, inclusive com possibilidade de transferência para unidade hospitalar quando necessário.
Ela também citou que o crime possui “contornos extremamente graves” e que a manutenção da prisão é imprescindível para a garantia da ordem pública.
O crime
Thays Machado e William Cesar Moreno foram executados a tiros em frente ao Edifício Solar Monet, em Cuiabá. O casal havia ido até o local, onde reside a mãe de Thays, para deixar um veículo na garagem. Ao saírem na portaria, aguardando um carro de transporte por aplicativo, foram surpreendidos pelo assassino.
Segundo a investigação, Carlinhos Bezerra conduzia um Renault Kwid e passou a efetuar diversos disparos contra o casal. As vítimas morreram ainda no local.
Laudo da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) apontou que Thays foi atingida por três tiros – dois nas costas e um na altura do quadril. William também foi alvejado três vezes, no braço esquerdo e no tórax. Mesmo ferido, tentou correr, mas caiu na calçada, a poucos metros de Thays.
Carlos Alberto se entregou à polícia horas após o crime e confessou os assassinatos. Desde então, está preso preventivamente e responde por duplo homicídio qualificado, com características de feminicídio.
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