SAÚDE
De robôs a espiritualidade: médico indica futuro da neurorreabilitação
“É claro que teremos contato com mais tecnologias como robôs, e inteligências artificiais na prática clínica. Mas elas não são indispensáveis. O futuro da neurorreabilitação passa muito mais por entendermos o aspecto humano de nossos pacientes e sabermos ouvir bem suas demandas”, defende Hoemberg em entrevista exclusiva ao Metrópoles.
Ele fez a abertura do. A programação segue até sexta-feira (9/5).
Ao discutir o futuro da neurorrebilitação, Hoemberg apresentou uma série de vídeos que exemplificaram o uso da tecnologia neste campo da medicina, desde softwares para que pacientes treinassem exercícios em casa até exoesqueletos altamente desenvolvidos que permitem a integração de impulsos mentais com a movimentação de próteses.
Entretanto, ele também defendeu que, com bom treinamento de profissionais de saúde e um atendimento presente, é possível conquistar resultados muito parecidos com os das tecnologias mais avançadas.
A neurorreabilitação trata pacientes que tiveram lesões no cérebro ou na medula, com o objetivo de diminuir as sequelas que limitaram sua autonomia. Entre os assuntos que serão tratados no evento, estarão mesas sobre o impacto do AVC, do Alzheimer e até da Covid-19.
“É inevitável que integremos estas inovações em nossas práticas, mas ainda existem várias limitações. A primeira é econômica, pelos custos que estes equipamentos têm. Eles se tornaram, eventualmente, mais baratos, mas também precisamos ter cuidado tanto em confiar demais nestes modelos como em não voltar a pensar em tratar os pacientes de um ponto de vista muito funcional. Não tratamos lesões apenas, tratamos pessoas”, defendeu ele.
Como a neurorreabilitação será em 2030?
Em sua palestra, Hoemberg fez uma tentativa de pensar o futuro da neurorreabilitação para os próximos cinco anos. No ponto de vista dele, teremos mais progressos no entendimento da neuroplasticidade do cérebro (a capacidade do órgão de se adaptar às adversidades).
“Também devem avançar os estudos do uso de medicamentos para recuperar pacientes que tiveram lesões por derrame, por exemplo, com o uso da parvalbumina. Mas acredito que precisamos evoluir é na personalização dos atendimentos, em dar uma atenção maior aos aspectos emocionais e espirituais dos pacientes para tratá-los e melhorar a forma como vivem suas vidas”, conclui ele.
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