POLÍTICA
Médico suspeito de matar namorada de 15 anos a tiros não tinha porte de arma
O médico Bruno Felisberto do Nascimento Tomiello, de 29 anos – suspeito de matar a namorada Kethlyn Vitoria de Souza, de 15 anos, com um tiro na cabeça – não tinha registro e nem porte da arma utilizada no crime. Ele disse ainda que pagou R$ 16 mil pela arma. O caso aconteceu nesse final de semana, em Guarantã do Norte (a 709 km de Cuiabá).
Reprodução/Instagram

Bruno Felisberto Tomiello e Ketlhyn Vitória de Souza
Bruno se entregou à Polícia Civil no final da manhã de segunda-feira (05), acompanhado de seu advogado. Ele prestou depoimento e, como estava com mandado de prisão preventiva em aberto, foi encaminhado para o Centro de Detenção Provisório (CDP) de Peixoto de Azevedo, onde segue preso.
De acordo com o delegado Waner dos Santos Neves, que está à frente do caso, Bruno não tinha o registro da arma, uma pistola 9mm, e nem tinha porte de arma. “A arma não tinha registro, ele não tem porte de arma. [Ele] afirmou que comprou a arma de uma pessoa que ele não soube informar quem é e que pagou uma quantia de R$ 16 mil pela arma, mas não tinha registro”, disse.
Como já publicado pelo
, conforme o delegado, o local do crime foi o carro de Bruno e constatou-se que apenas ele e a jovem estavam no veículo. Neves esclareceu ainda que um vídeo que circula nas redes sociais, em que o médico é visto “brincando” com uma arma de fogo nas mãos enquanto dirigia um carro, tendo Kethlyn e uma terceira pessoa como passageiras, é antigo – ou seja, não foi gravado no dia da morte da adolescente.
Ainda segundo o delegado, inicialmente Bruno encaminhou um áudio para o irmão dele relatando que Kethlyn teria tirado a própria vida. Entretanto, Neves declarou que o laudo pericial mostra que Bruno teria atirado contra Kethlyn.
“O laudo pericial é muito claro em afirmar que foi um tiro na região da nuca, que transfixou da direita para a esquerda. Isso, no meu modo de entender, é incompatível com essa versão apresentada por ele para o irmão dele, quando mandou um áudio afirmando o que teria acontecido. Então, essa versão inicial apontada, de ela mesmo ter disparado, não condiz com o laudo pericial”, explicou o delegado.
De acordo com o advogado Fábio Henrique Alves, que patrocina a defesa de Bruno, seu cliente já se apresentou à Polícia Civil e “está à disposição das autoridades”. Além disso, o jurista afirmou que a morte da adolescente aconteceu devido à ingestão de bebida alcoólica somada a “um disparo acidental”.
“O que eu posso adiantar, neste momento, foi [que houve] a ingestão de bebida alcoólica e ocorreu um disparo acidental. Nesse momento é o que a gente pode adiantar. As investigações vão concluir isso aí, porque é a verdade”, afirmou o advogado.
O crime
Bruno estava foragido desde a madrugada de sábado (03), quando levou Kethlyn ao Hospital Nossa Senhora do Rosário, por volta da 01h45. De acordo com a Polícia Militar, a equipe médica relatou que Bruno estava muito abalado e pedindo que “salvassem a menina dele, pois não saberia viver sem ela”.
Os médicos tentaram reanimar a vítima, por aproximadamente 40 minutos, mas sem sucesso. Depois disso, Bruno fugiu.
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