SAÚDE
Adicionar sal à comida pode aumentar risco de ansiedade em até 34%
O trabalho, publicado na edição de julho do , que acompanhou participantes por mais de 12 anos, revelou ainda conexões entre o com a depressão e o envelhecimento precoce.Relação do sal com a depressão e a ansiedade
Cientistas descobriram que quanto maior a frequência de adição do ingrediente aos alimentos, maior o risco de transtornos mentais. Os que estavam no grupo que sempre adicionava sal, o de maior frequência, chegou a ter até 45% mais risco de depressão e 34% de ansiedade.
Na média, quem sempre adiciona o produto ao prato pronto teve 37% mais probabilidade de desenvolver depressão e 27% mais ansiedade, comparado a quem nunca ou raramente o consome.
Mesmo usos sutis podem abrir espaço para os problemas de saúde mental. Pessoas que adicionavam sal “às vezes” ou “geralmente” tiveram risco aumentado de depressão entre 8 e 16%, e de ansiedade, entre 5 e 10%.
Envelhecimento acelerado como vilão
Os pesquisadores mediram também o impacto do envelhecimento biológico nos resultados. Eles descobriram que o excesso de sal não só acelera o desgaste celular, como também amplia seus efeitos negativos na saúde mental. Os dados sugerem que o processo explica parte da relação entre o consumo e os transtornos.
“O sal é o realçador de sabor mais usado no Brasil, mas ele pode trazer grandes problemas para a saúde do organismo, especialmente do coração e dos rins. Por isso, sempre trabalhamos em educar os pacientes a conhecer outros temperos e usar as diversas ervas que temos disponíveis. Quanto mais completo o tempero, menor a necessidade de usar sal e mais saudável fica a comida. Independente se é sal rosa, marinho, grosso, o importante é que ele seja em baixa quantidade para evitar o excesso de sódio”, diz a nutricionista Beatriz Hiromi, de Osasco (SP).
Mudanças simples na dieta como alternativa
Especialistas recomendam como temperos de alho, cebola, pimenta e ervas frescas. A adaptação do paladar pode levar semanas, mas reduz significativamente os riscos identificados no estudo.
A pesquisa reforça a necessidade de políticas públicas que alertem sobre os perigos do consumo excessivo de sal. Além dos já conhecidos danos cardiovasculares, o impacto na saúde mental começa a ganhar destaque na literatura científica. O próximo passo é investigar como diferentes tipos de sal afetam o organismo.
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