POLÍTICA
Cláudio Castro diz que “rompimento” com o governo foi “saneado”
O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), disse nesta 5ª feira (3.abr.2025) que o “rompimento institucional” com o governo federal foi “saneado” depois de um encontro com a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, e o ministro da Casa Civil, Rui Costa.
A reclamação de Castro era de que o governo do Estado não foi convidado para os eventos do G20 no Rio. Segundo ele, o Itamaraty e o ministro Mauro Vieira decidiram priorizar o prefeito Eduardo Paes (PSD). O mesmo se deu com a cúpula do Brics (grupo de países emergentes), que também será no município: o anúncio foi feito em um vídeo de Paes e Vieira.
“Foi um desrespeito institucional enorme com o Rio de Janeiro, tanto que a partir daí nunca mais fui a evento do Lula, nenhum no Rio. Nós consideramos um rompimento institucional naquela época quando o ministro Mauro Vieira… é um erro institucional grave e nós estávamos vivendo um tempo de rompimento institucional que hoje acho que foi saneado, eles [Gleisi e Rui Costa] reconheceram o erro do Itamaraty e do ministro, reconheceram o erro para mim e falaram que não irá se repetir”, declarou.
Além desse tema, Castro também reclamou dos vetos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao projeto de renegociação das dívidas dos Estados. Segundo ele, houve quebra de acordos do que foi negociado com governadores e congressistas.
De acordo com o governador, os ministros não sabiam das negociações e da possível quebra de combinado.
Claudio Castro elogiou nesta 5ª feira (3.abr) o STF (Supremo Tribunal Federal) por definir regras para reduzir a letalidade em operações policiais no Estado. “Essa decisão aponta um caminho muito claro e saio feliz sabendo que a segurança pública venceu”, declarou.
Castro, que já criticou a “ADPF [Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental] das favelas”, como é conhecida a ação, afirmou que a Corte “tirou barreiras importantíssimas”, como a restrição ao uso de helicópteros pelas forças policiais e a limitação de atuação em áreas próximas a escolas.
Em 2020, o Supremo havia determinado de forma provisória que os helicópteros só poderiam ser usados em casos de estrita necessidade, comprovada por meio de relatório feito pós-operação. Na decisão desta 5ª feira (3.abr), o STF retirou a medida, mas determinou que o equipamento seja usado respeitando uma proporcionalidade na força.
O governador ainda citou o fim das restrições de áreas de atuação, como escolas e hospitais. Disse que apreendeu quantidades grandes de drogas nos ambientes escolares depois da decisão, porque “antes as regras não nos deixavam chegar perto [dos locais]”.
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