POLÍTICA

Alcolumbre quer Macapá como “subsede” da COP30

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O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) se reuniu nesta 5ª feira com o presidente da COP30 (Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima), André Corrêa do Lago, e sugeriu que Macapá, capital do seu Estado natal, seja “subsede” do evento realizado em novembro. A sede é Belém (PA).

Além de Alcolumbre, o governador do Amapá, Clécio Luís (Solidariedade), participou da reunião de maneira remota e endossou a sugestão de Alcolumbre –um dos seus principais aliados políticos.

Não pode ser a COP da Amazônia se não tiver os Estados da Amazônia. Macapá pode ser subsede e apoiar Belém, nossa cidade irmã”, disse o governador.

Alcolumbre defendeu a iniciativa dizendo que o Amapá tem 97% de cobertura vegetal primária preservada e 73% do território sob proteção ambiental. A capital do Amapá está a 339 km de distância de Belém. De avião, são cerca de 55 minutos de voo.

Somos um exemplo de cuidado com o meio ambiente. Já oferecemos à humanidade uma das maiores contribuições ambientais do que qualquer Estado da nossa Federação e, por isso, temos voz ativa para participar de um evento sobre mudanças climáticas”, disse o presidente do Senado.

A ideia dos políticos amapaenses implica que a cidade inclua parte da agenda da COP30 que seria em Belém. A sugestão se dá depois de dúvidas sobre o andamento das obras na capital paraense para receber o fluxo esperado para o evento. 

Como mostrou o Poder360, Belém passa por um intensivo de obras para receber a COP30. Reformas são feitas nos principais pontos turísticos da cidade, com transtornos e trânsito nos arredores, mesmo em dias de fim de semana e feriado. 

Em Belém, 80,12% da população não têm acesso a esgoto de forma adequada, segundo informações compiladas pelo Instituto Água e Saneamento. É comum na capital paraense que resíduos sejam vistos em valas no meio da rua, mesmo em áreas consideras nobres.

O evento internacional será realizado de 10 a 21 de novembro de 2025. Estimativa da FGV (Fundação Getulio Vargas) mostra que o município deve receber pelo menos 40.000 pessoas a mais do que o habitual em cada um dos dias da conferência, sendo que 7.000 serão de comitivas da ONU e de países participantes. 

O investimento só por parte do governo federal será de R$ 4,7 bilhões, somando recursos do Novo PAC, do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e até da usina hidrelétrica de Itaipu. As obras financiadas com esse dinheiro são para melhorias em áreas como apoio ao turismo, mobilidade urbana e saneamento básico.



Fonte: Só Notícias

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