AGRICULTURA

Pirataria de sementes gera prejuízos de R$ 10 bilhões ao ano no Brasil

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A pirataria de sementes traz prejuízos anuais de R$ 10 bilhões ao agronegócio nacional, conforme estudo divulgado nesta quarta-feira (2) pela Croplife Brasil e Céleres Consultoria. Além disso, com a prática, o país tende a perder cerca de R$ 1 bilhão em arrecadação de impostos nos próximos dez anos.

O documento mostrou, também, que 11% de toda a soja plantada no país tem sementes sem registro no Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) como origem. A área é equivalente às lavouras de todo o Mato Grosso do Sul, o quinto estado brasileiro em produção.

Segundo a pesquisa, o fim da pirataria de sementes de soja geraria receitas anuais de R$ 2,5 bilhões aos agricultores, R$ 4 bilhões ao setor de produção de sementes, bem como R$ 1,2 bilhão para a agroindústria de farelo e óleo de soja e R$ 1,5 bilhão nas exportações do setor.

De acordo com o CEO da Céleres, Anderson Galvão, as estimativas da pesquisa tiveram como base a demanda teórica do insumo necessário para a semeadura dos 46 milhões de hectares de soja no país (safra 2023/24), ou seja, levantou-se a quantidade que as empresas credenciadas efetivamente comercializam somadas às projeções de salvamento declaradas e constatou-se o montante fruto de pirataria.

Perdas de produtividade

Variedades ilegais não passam por etapas de controle técnico e não têm garantia de qualidade, conforme apontam estudos de vigor e germinação conduzidos pela Embrapa.

“No médio e longo prazos, o agricultor está abrindo mão de potencial de produtividade [se usar sementes piratas]. Nos últimos 25 anos, a produtividade da soja cresceu cerca de 1 hectare ao ano, crescimento que vem, principalmente, de melhorias e desenvolvimento genético. Então o agricultor que usa sementes salvas ou piratas de menor qualidade está perdendo produtividade ao longo dos anos”, contextualiza Galvão.

Os responsáveis pela pesquisa enfatizam que a Lei de Proteção de Cultivares incentiva investimentos no melhoramento genético, um processo complexo que pode levar até 10 anos para ser concluído.

“Quanto mais segurança jurídica nós temos, maior a possibilidade de novas variedades vindas continuamente ao mercado e, no final das contas, quem se beneficia é o produtor, porque tem produtos cada vez mais produtivos, pensados para as suas regiões e que, no final das contas, vão trazer benefícios à nossa agricultura e ao nosso país”, destaca o diretor-presidente da CropLife Brasil, Eduardo Leão.



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