SAÚDE
Moonwalk? Conheça a corrida de costas e seus possíveis benefícios
Em alguns locais do mundo, a modalidade é conhecida como retro running. No entanto, especialistas dizem que a atividade deve ser utilizada, preferencialmente, como um complemento do treino ao invés de ser tratada como um exercício específico.
“Não recomendo a corrida de costas como principal forma de corrida. Não é uma modalidade desportiva, só deve ser usada por curtas distâncias (poucos segundos de exercício), de forma intermitente, e em pouco volume, como parte do aquecimento de atletas ou praticantes recreacionais”, explica o professor de educação física Herbert Simões, da Universidade Católica de Brasília.
De acordo com o personal trainer Luan Viana, a corrida de costas pode até trazer algumas vantagens, porém, dependendo do objetivo, deixa a desejar em aspectos importantes. “Ela trabalha menos os músculos posteriores e o glúteo, que são essenciais tanto para a estética quanto para a performance. Ou seja, não é o tipo de exercício que vai te deixar mais forte, mais rápido ou com o corpo mais definido”, diz o profissional que atua em Brasília.
Apesar disso, que a corrida de costas pode ser tão eficiente ou até mais vantajosa que a tradicional quando realizada em sprints curtos e ágeis.
Benefícios da corrida de costas
Melhora a coordenação, equilíbrio e força de quem pratica.
Reduz o impacto nas articulações.
Diferente da corrida tradicional, que enfatiza quadríceps e glúteos, a corrida de costas trabalha mais os músculos posteriores das pernas, como isquiotibiais e panturrilhas, além do core e lombar.
Qualquer pessoa pode praticar a corrida de costas?
Como é uma atividade física bastante específica, nem todo mundo deve se arriscar. Idosos ou pessoas que têm problemas posturais correm mais risco de quedas e lesões. Para indivíduos inexperientes que desejam iniciar, é e começar com caminhadas para trás em ambientes seguros e planos.
“A corrida de costas também é contraindicada para pessoas com labirintite ou vertigem. Na verdade, ela é indicada especialmente para atletas que buscam melhorar desempenho em velocidade e agilidade, corredores que desejam reduzir o impacto articular e prevenir lesões, além de pessoas em processo de reabilitação”, esclarece a professora de educação física Leandra Batista, do Centro Universitário de Brasília (Ceub).
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