POLÍTICA
Comissão da Câmara de Cuiabá recebe Associação dos Usuários do Transporte Coletivo de MT
A reunião da Comissão de Transporte e Mobilidade da Câmara de Cuiabá recebeu, nesta quarta-feira (19), representantes da Associação dos Usuários do Transporte Coletivo de Mato Grosso (ASSUT-MT). Foram apresentadas as principais reclamações referentes ao transporte público da capital. 
Formam a comissão os vereadores Marcus Brito Jr (PV), Sargento Joelson (PSB) e Jefferson Siqueira (PSD). 
Presidente da comissão, o vereador Marcus Brito Jr. destacou que a finalidade da reunião foi ouvir as demandas da sociedade referentes ao transporte coletivo de Cuiabá.
“Ouvimos os questionamentos dos usuários. Isso é muito importante. Debatemos medidas que possam ser tomadas para tornar a qualidade do transporte público melhor para o munícipe. Percebemos que existem irregularidades no contrato de concessão, importunação sexual às mulheres, entre outros. Temas importantes que iremos lutar para resolver”, destacou.
Para o presidente da associação, Pedro Aquino, o encontro permitiu trazer os problemas que assolam o transporte público para, juntos, buscar uma solução positiva para a população.
“Essa reunião serve para a gente começar a discutir o transporte público coletivo em Cuiabá, que, na verdade, por ser a capital do agronegócio, está muito aquém do que precisa ser e do que o usuário merece. Então, dessa forma, eu acho que é bom, é salutar, falando o que tem que ser melhorado”, disse Pedro.
Uma pesquisa foi realizada pela associação para apontar as principais reclamações dos usuários. Dentre os apontamentos, os casos de assédio foram o ponto principal. 
“Nós fizemos um levantamento junto ao usuário para saber qual a maior deficiência que eles achavam no transporte. Então, três quesitos foram os mais pontuados e que chamaram a atenção: a superlotação, a falta de manutenção, e o terceiro, que foi uma surpresa para a gente, é sobre o assédio e a importunação sexual”, disse.
Pedro reforçou a importância de existir um disque-denúncia para as mulheres que utilizam o transporte público e foram vítimas de assédio dentro dos coletivos. 
“Estamos propondo que seja feito um projeto para receber essa mulher que foi assediada, que sofreu assédio dentro do transporte público. Não existe um canal específico e a gente queria propor que fosse criado esse canal específico, porque o assédio e a importunação sexual acontecem no ônibus, o ônibus muitas vezes lotado ele acontece e ela sai dali perturbada, constrangida, às vezes vai trabalhar, nem consegue trabalhar direito pela situação, mas ela não tem com quem falar, com quem denunciar, porque ela vai denunciar o assediador, o cara talvez amanhã vai estar junto no transporte de novo”, pontuou. 
Outro ponto apresentado pelo presidente da associação foi sobre o não cumprimento das normas do contrato de concessão das empresas que atuam na capital. 
“As empresas não vêm cumprindo o que está no contrato. Existe superlotação, atrasos nos horários dos coletivos e na manutenção deles. Tudo isso é de responsabilidade das empresas”, finalizou. 
De acordo com a associação, uma pesquisa da UFMT de 2019 aponta 260 mil usuários de transporte coletivo na região metropolitana de Cuiabá e Várzea Grande, sendo cerca de 190 mil usuários na capital por dia. A associação possui um telefone para contato: (65) 99635-1125.
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