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Bem-estar e experiência guiam o novo design

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O design de interiores vive um momento de transformação. Em vez de priorizar apenas a estética ou seguir tendências passageiras, o mercado passa a valorizar cada vez mais projetos que promovam bem-estar, conforto e conexão emocional com os espaços. A busca por ambientes mais acolhedores, funcionais e alinhados ao estilo de vida das pessoas vem influenciando decisões que vão desde a escolha de materiais até a concepção de experiências nos ambientes.

Entre os movimentos que ganham destaque estão o uso de tons terrosos, texturas naturais, formas orgânicas e materiais que despertam sensações táteis e visuais. Madeiras, pedras, tecidos com textura marcante, vidro em diferentes aplicações e acabamentos metálicos aparecem como elementos capazes de unir sofisticação, funcionalidade e personalidade.

Outro conceito que vem se fortalecendo é o chamado “luxo silencioso”, caracterizado por escolhas que valorizam qualidade, durabilidade e excelência na execução, sem excessos ou ostentação. Nesse contexto, a sofisticação está mais relacionada à experiência proporcionada pelo espaço do que à exibição de elementos de alto impacto visual.

Para Stéphanie Lucchese Borsatto, arquiteta e gerente operacional da we.arch, estúdio de arquitetura e interiores de alto padrão em Balneário Camboriú, a principal mudança observada no setor está na forma como os ambientes são pensados. “Hoje existe uma preocupação muito maior em criar espaços intuitivos, confortáveis e sensoriais, onde tecnologia, iluminação, materiais e mobiliário atuam integradamente. A experiência das pessoas passa a ser o ponto de partida do projeto”, afirma.

Segundo a especialista, esse olhar influencia diretamente a seleção de materiais, acabamentos e soluções adotadas em cada projeto. “Para nós, não basta acompanhar tendências, o importante é entender o que faz sentido para cada contexto e para cada cliente. O design precisa responder a necessidades reais e contribuir para a qualidade de vida das pessoas”, destaca.

Nesse cenário, temas como bem-estar, funcionalidade, durabilidade e autenticidade tendem a permanecer no centro das discussões do setor, refletindo uma visão mais madura do design e seu impacto na forma como as pessoas vivem, trabalham e se relacionam com os espaços. “O design está cada vez menos ligado a modismos e cada vez mais conectado à intenção. Os melhores projetos são aqueles que conseguem unir estética, funcionalidade e significado naturalmente”, conclui Stéphanie.



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