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Gisa Barros cobra Executivo por atraso no pagamento de acordo trabalhista, desperdício de merenda e falta de transparência fiscal

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Durante a sessão ordinária realizada na terça-feira (22), a vereadora Gisa Barros cobrou providências do Poder Executivo em relação ao pagamento de trabalhadores, à merenda escolar e ao fornecimento de informações sobre a situação financeira do município.

A parlamentar destacou a situação de garis que prestaram serviços por meio da empresa Locar e firmaram um acordo trabalhista extrajudicial com a Prefeitura. Segundo Gisa Barros, o município se comprometeu a pagar os valores acordados de forma parcelada, mas teria interrompido os repasses após o pagamento de três parcelas. Conforme o relato da vereadora, a Prefeitura também teria solicitado a conversão do saldo devedor em precatórios.

“Pais de família que estavam esperando o recebimento desse acordo não receberam. Vieram bater na porta de nós, vereadores, para a gente estar cobrando. Transformar isso em precatório é um absurdo. Toda semana é um prestador de serviço diferente pedindo socorro”, afirmou.

A vereadora também abordou a situação da merenda na Rede Municipal de Ensino. Segundo ela, profissionais da educação continuam impedidos de consumir a alimentação fornecida nas unidades escolares, enquanto sobras de alimentos estariam sendo descartadas.

Gisa Barros afirmou que a situação pode contrariar a legislação municipal que trata do fornecimento de alimentação aos profissionais da educação. Diante do caso, colocou-se à disposição para acompanhar a situação e convidou os integrantes da Comissão de Educação da Câmara para realizar fiscalizações conjuntas em escolas e creches do município.

A parlamentar também relatou reclamações relacionadas à manutenção dos aparelhos de ar-condicionado das salas de aula e cobrou providências do Executivo.

Gisa Barros ainda cobrou uma resposta ao requerimento de sua autoria, aprovado pelo plenário da Câmara, que solicita informações sobre a situação financeira do município. De acordo com a vereadora, até o momento a Prefeitura não encaminhou os dados solicitados.

O requerimento pede informações oficiais sobre o índice de inadimplência, o valor da dívida ativa, os débitos com fornecedores, a quantidade de empresas com pagamentos em atraso e o saldo financeiro disponível em caixa.

“Estou aguardando a resposta do requerimento sobre a saúde financeira que protocolei nesta Casa e foi aprovado, para verificar qual é o índice de inadimplência, o valor, quantas empresas estão para receber com pagamento atrasado e o que o município tem em caixa. Até agora não responderam. Foram compromissos assumidos pela atual gestão e precisamos dessa resposta oficial”, declarou.

A vereadora afirmou que continuará acompanhando as demandas apresentadas pelos trabalhadores, pelas comunidades escolares e pelos fornecedores do município, além de cobrar transparência nas informações financeiras do Poder Executivo.

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