POLÍTICA

Proposta que proíbe visita íntima a menor infrator vai à CCJ

Published

on


A Comissão de Segurança Pública aprovou na 3ª feira (10.jun.2025) um projeto de lei que proíbe visitas íntimas a adolescentes privados de liberdade. O PL 1.669 de 2023, do senador Magno Malta (PL-ES), segue agora para análise da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça).

O texto inicial determinava que, embora o adolescente internado tenha direito a receber visitas semanais, ficaria proibida “a prática ou ocorrência de intimidades corporais”. Favorável à proposta, a relatora, senadora Damares Alves (Republicanos-DF), modificou o texto para estabelecer que os menores de 18 anos podem receber visitas, ao menos semanalmente, mas “vedada a visita íntima”.

A proposta, que altera o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) tem origem na CPI dos Maus-Tratos, que funcionou de 2017 a 2019 no Senado e foi presidida por Magno Malta. Na justificativa, o senador afirmou que “foi possível observar o fato absurdo de que adolescentes em regime de privação de liberdade recebem, em algumas instituições, visitas em que ocorrem intimidades corporais”.

Damares Alves defendeu a proibição lembrando que há uma norma do sistema prisional, a resolução 23 de 2021, do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária, que proíbe visitas íntimas feitas por menores de 18 anos.

“As experiências adquiridas e consolidadas durante os anos dos trabalhos da CPI não provaram ser fator decisivo para a reabilitação dos adolescentes a realização de visitas íntimas”, declarou Damares.

Também foi aprovado requerimento (8 de 2025) do senador Eduardo Girão (Novo-CE) para audiência pública destinada a debater a acusação de que assessores do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Flávio Dino acessaram o sistema da PGE-MA (Procuradoria Geral do Estado do Maranhão) para fundamentar processo ajuizado no STF pelo partido Solidariedade.

O senador também pleiteia que sejam discutidas as condições de segurança, controle e integridade dos sistemas de informação da administração pública.

“De acordo com o noticiado, os acessos ocorreram mais de uma centena de vezes, sem justificativa formal, e podem estar relacionados à obtenção indevida de dados constantes em investigações ou processos judiciais, fato que, se confirmado, pode configurar violação grave às garantias institucionais e aos preceitos do Estado de Direito. Ainda, segundo os relatos da imprensa, os acessos teriam sido realizados por servidores ligados diretamente ao ministro, o que confere ainda maior relevância ao caso”, declarou Girão.

Com informações da Agência Senado.



Fonte: Só Notícias

Comentários
Continue Reading
Advertisement Enter ad code here

MATO GROSSO

Advertisement Enter ad code here

POLÍCIA

Advertisement Enter ad code here

CIDADES

Advertisement Enter ad code here

POLÍTICA

Advertisement Enter ad code here

SAÚDE

As mais lidas da semana