POLÍTICA
Moraes nega recurso de Carla Zambelli contra execução da condenação
O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes negou nesta 6ª feira (13.jun.2025) um recurso da DPU (Defensoria Pública da União) contra a execução imediata da condenação da deputada Carla Zambelli (PL-SP) a 10 anos de prisão pela invasão ao sistema eletrônico do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), em 2023.
A DPU contestava uma decisão da 1ª Turma da Corte, que negou o último recurso de Zambelli contra a condenação. Segundo o órgão, ainda restavam outros recursos pendentes de análise. Ao analisar o caso, Moraes manteve a decisão do colegiado que condenou a deputada. Leia a íntegra da decisão (PDF – 204 kB).
“Inexiste a contradição apontada, na medida em que, consoante constou expressamente do voto proferido, buscou a embargante Carla Zambelli, assim como Walter Delgatti, apresentar mero inconformismo com a solução adotada pela turma julgadora”, decidiu o ministro.
O hacker da “Vaza Jato”, Walter Delgatti, também foi condenado a 8 anos e 3 meses de prisão no mesmo processo. Segundo as investigações, a invasão eletrônica foi executada por Delgatti a mando de Zambelli.
Na 4ª feira (11.jun), Moraes enviou ao Ministério da Justiça e Segurança Pública o pedido de extradição da deputada. Caberá ao Executivo federal fazer a solicitação ao governo italiano.
Em 14 de maio, a 1ª Turma do STF condenou Zambelli, por unanimidade, a 10 anos de prisão, além da perda de mandato, por falsidade ideológica.
Ela e o hacker da “Vaza Jato”, Walter Delgatti Neto, tentaram invadir o sistema do CNJ para emitir um mandado de prisão para o ministro Alexandre de Moraes, como se ele mesmo tivesse determinado a própria prisão.
Segundo as investigações, a invasão foi executada por Delgatti, que confirmou ter realizado o trabalho a mando da deputada. O hacker foi condenado a 8 anos e 3 meses de prisão.
Zambelli declarou que havia deixado o Brasil em 3 de junho. Inicialmente, ela foi aos EUA. No dia seguinte, Alexandre de Moraes determinou a prisão preventiva e a suspensão das redes sociais de Zambelli.
O nome da congressista foi acrescentado à lista vermelha da Interpol em 5 de junho, a pedido de Moraes. Com isso, ela passou a ter o nome divulgado como foragida internacional e pode ser presa no exterior.
Em 6 de junho, a deputada disse à CNN Brasil que pretende se apresentar voluntariamente às autoridades italianas. No mesmo dia, a 1ª Turma do STF rejeitou, por unanimidade, o recurso da congressista contra a condenação.
Com informações de Agência Brasil.
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