POLÍCIA
Arsenal com dez armas e 44 mil munições apreendido pela PC é avaliado em R$ 250 mil
A Polícia Civil concluiu, nesta quinta-feira (12), a contabilidade do vasto material apreendido durante a Operação Desarme, deflagrada nesta semana pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Rondonópolis com foco na desarticulação de um grupo criminoso envolvido no comércio de armas de fogo no município e região.
A operação, deflagrada na última terça-feira (9), deu cumprimento a 10 ordens judiciais entre mandados de prisão e busca e apreensão, resultando em um verdadeiro arsenal, avaliado em mais de R$ 250 mil, apreendido em poder dos investigados.

Durante o cumprimento dos seis mandados de buscas e apreensão expedidos pela Justiça com base nas investigações da Derf, foram apreendidas 10 armas de fogo, entre armamentos longos e curtos, mais de 44 mil munições, além de diversos tubos de pólvora, vários cartuchos de munições e uma máquina de prensa.
Seis pessoas presas, sendo quatro por mandado de prisão e duas em situação de flagrante, que posteriormente foram convertidas em prisões preventivas.

Comércio de armas
As investigações conduzidas pela Derf de Rondonópolis iniciaram em maio de 2024, levando a identificação do grupo criminoso, formando por um casal e outras duas pessoas que intermediavam e comercializavam as armas e munições de diversos calibres para todo o tipo de público, incluindo integrantes de facções criminosas.
As armas eram oferecidas e negociadas pelos investigados por meio de conversas via WhatsApp, onde eram enviadas fotografias do armamento e valores. Nas investigações, também foi identificado uma casa de pesca, onde as armas e munições seriam comercializadas de forma ilícita.

Entre os clientes que teriam negociado uma arma de fogo com os investigados está um faccionado, recluso na Penitenciária Major PM Eldo Sá Corrêa (Mata Grande), em Rondonópolis. As investigações apontaram que algumas armas de fogo, comercializadas pelo grupo criminoso, foram utilizadas em homicídios no município e região.

A delegada responsável pelas investigações, Anna Paula Marien, destacou que além do vasto material bélico apreendido durante o cumprimento das ordens judiciais, a operação também resultou na apreensão de aparelhos celulares e outros documentos dos investigados, que podem auxiliar no avanço das investigações.
“O material apreendido na operação, incluindo os aparelhos celulares dos principais alvos, foram encaminhados para a perícia, com o fim de levantar novas informações, que possam levar a outros possíveis envolvidos, assim como outros crimes praticados pelo grupo criminoso”, disse a delegada.
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