POLÍTICA
Achei que ia morrer, conta vítima de quadrilha que tentou roubar banco; vídeo
O jovem Marcos Almeida, de 27 anos, postou em suas redes sociais um relato sobre os momentos de terror vividos entre a noite desse domingo (29) e a madrugada desta segunda-feira (30), quando ele e sua família foram feitos reféns durante uma tentativa de assalto a uma unidade do banco Sicoob, localizado no bairro Recanto dos Pássaros, em Cuiabá. Um dos suspeitos morreu em confronto com a Polícia Militar e o resto conseguiu escapar sem levar nada.
Reprodução

Marcos contou que mora ao lado da agência, que é nova. Ele saiu do serviço por volta das 22h, passou para pegar o namorado e ficou na frente de casa por cerca de 1h, até que resolveu entrar e foi abordado pelo grupo, que já estava no imóvel e fazia a família dele refém.
“Fiquei, acho que quase uma hora ali na frente de casa, conversando no carro, acho que atrapalhando o serviço deles, porque enquanto eu tava lá, eles não tavam furando nada”, relata.
Ao entrar, foi surpreendido pelo grupo. “Colocaram arma na minha cabeça, mandaram entrar, me fizeram refém. Eles falaram: ‘Entra para dentro, sua mãe está ali presa. A gente está em dez aqui. Se você correr, vai levar tiro’. Por um momento, eu achei que ia morrer”, conta.
No momento em que os criminosos abriram o buraco na parede e conseguiram acesso à cooperativa, Marcos conta que ouviu eles falarem de um “segundo passo”. Enquanto o resto do bando entrou na agência, um ficou com a família. “Eu acredito que ele tinha ficado para matar. Acho que nessa hora era para matar nós três, porque éramos testemunhas. A gente viu tudo praticamente, a gente viu eles, enfim, eu acho que é uma forma de apagar”, conta.
Logo após isso, a polícia chegou. “Ele [suspeito] pediu pra gente falar que ele era vítima também, falar que ele era refém, que ele era namorado da minha mãe. Mas aí a Rotam entrou com tudo, começou a pressionar”, afirma.
O suspeito que ficou na casa, conforme a PM, reagiu e atirou contra os policiais, que revidaram. Ele não resistiu e morreu na hora.
“O pior não é nem isso, o pior é que ele morreu no meu quarto. Está lá, morto, praticamente na minha cama. Como que eu vou voltar pra minha casa e seguir a vida desse jeito? Não dá”, desabafa.
Apesar do susto, ninguém da família do jovem se feriu. “Colocaram a arma na minha cara. Não fizeram nada com a gente, graças a Deus, eles queriam mesmo roubar o banco”, completa.
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