POLÍTICA
PF afasta juiz em MT por venda de sentenas e lavagem de R$ 30 milhes
A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira, a 8ª fase da Operação Sisamnes com o objetivo de aprofundar a investigação em relação aos crimes de corrupção judiciária e lavagem de dinheiro no Judiciário brasileiro, especialmente em Mato Grosso. Segundo as investigações, foi identificado um esquema de lavagem de dinheiro, montado para dissimular pagamentos milionários de “propinas” em troca de decisões judiciais proferidas pelo juiz Ivan Lúcio Amarante, da comarca de Vila Rica, que já estava afastado do cargo por decisão do Conselho Nacional de Justiça.
Por determinação do Supremo Tribunal Federal, são cumpridos três mandados de busca e apreensão em cidades de Mato Grosso, ordem de afastamento das funções públicas do magistrado, além do sequestro de bens e valores no montante aproximado de R$ 30 milhões e a proibição de sair do país, recolhendo seu passaporte. Essa nova fase busca aprofundar as suspeitas de corrupção envolvendo o Judiciário de Mato Grosso.
A PF já investiga dois desembargadores do Tribunal de Justiça, que estão afastados pelo CNJ: Sebastião de Moraes e João Ferreira. Ontem, a PF já tinha deflagrado uma outra fase da operação, com a prisão do suspeito de ser mandante do assassinato do advogado Roberto Zampieri e a revelação da existência de uma empresa aberta por militares para espionar e assassinar autoridades, incluindo ministros do STF.
A investigação teve início após a morte do advogado Roberto Zampieri em frente do seu escritório em dezembro de 2023. Após a Polícia Civil apreender o telefone celular da vítima, descobriu-se um esquema de venda de sentenças no Tribunal de Justiça de Mato Grosso, que chegou ao Superior Tribunal de Justiça.
Em novembro do ano passado, a PF cumpriu 23 mandados de busca e um de prisão, na mesma operação, contra advogados, lobistas, empresários, assessores, chefes de gabinete e magistrados suspeitos de envolvimento na venda de decisões judiciais. Na ocasião, Andreson de Oliveira Gonçalves teve a prisão preventiva decretada, e a decretação de monitoramento eletrônico contra sua esposa, e os desembargadores do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), João Ferreira Filho e Sebastião de Moraes Filho.
As investigações apontam para um suposto esquema de venda de decisões judiciais, envolvendo advogados, lobistas, empresários, assessores, chefes de gabinete e magistrados.
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