POLÍTICA
“Misoginia”, diz ministra das Mulheres sobre caso de Janja e TikTok
A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, fez uma publicação nas redes sociais na 5ª feira (15.mai.2025) defendendo a primeira-dama, Janja Lula da Silva, no caso do vazamento de declarações sobre a rede social TikTok em reunião da comitiva brasileira com o presidente da China, Xi Jinping (PCCh).
“Minha solidariedade à Janja! Toda esta repercussão é mais um triste episódio de misoginia, mas que jamais nos tirará do lugar de luta e de enfrentamento a esse problema”, declarou a ministra em seu perfil no Instagram.
Segundo Márcia, Janja “tem uma atuação muito importante” no debate sobre os impactos das redes sociais na vida de mulheres e crianças.
“O Ministério das Mulheres tem dedicado esforços enormes para compreender e investir em um ambiente on-line saudável, com produção de dados sobre o funcionamento das plataformas e sobre como uma quantidade enorme de canais, assim como as próprias plataformas, ganham dinheiro espalhando misoginia. As novas gerações são fortemente impactadas por esses conteúdos em redes como TikTok e Instagram”, disse.

Em entrevista à CNN Brasil, Janja também falou em misoginia no caso. “Vejo machismo e misoginia da parte de quem presenciou a reunião e repassou de maneira distorcida o que aconteceu. E vejo a amplificação da misoginia por parte da imprensa, e me entristece que essa amplificação tenha o engajamento de mulheres”, declarou.
Na 3ª feira (13.mai), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) falou sobre o tema. Disse ter sido ele o responsável pela pergunta sobre o TikTok –controlado pela empresa chinesa ByteDance. Mas confirmou que sua mulher pediu a palavra para falar durante reunião.
A jornalistas em Pequim, o presidente declarou ter perguntado a Xi sobre a possibilidade de enviar um representante “de confiança” do governo do país asiático para discutir a regulamentação das plataformas digitais, incluindo o TikTok. “E aí, a Janja pediu a palavra para explicar o que está acontecendo no Brasil, sobretudo contra as mulheres e contra as crianças”, declarou.
Na ocasião, o presidente também afirmou que o vazamento deveria ter partido de alguém da comitiva brasileira que o acompanhava.
“Como é que essa pergunta chegou à imprensa? Porque estavam só os meus ministros lá, o Alcolumbre e o Elmar. Alguém teve a pachorra de ligar para alguém e contar uma conversa que teve em um jantar, que era uma coisa muito, muito confidencial e muito pessoal”, afirmou.
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