OPINIÃO
E depois do trabalho o que sobra?
Depois de um dia exaustivo, tudo o que resta é um corpo que pede pausa e uma mente que resiste em desacelerar. As exigências do cotidiano moderno, com sua lógica produtivista, deixam marcas visíveis no físico e no emocional de quem vive tentando equilibrar prazos, metas e responsabilidades. A sensação de dever cumprido, por vezes, se mistura com um vazio silencioso, um sinal claro de que algo precisa ser revisto.
É nesse espaço de cansaço profundo que surgem questionamentos importantes: estamos respeitando nossas próprias limitações? O trabalho exige demais ou somos nós que ainda não conseguimos traçar fronteiras entre a vida pessoal e a profissional? Se o corpo clama por repouso, mas a mente insiste em revisitar pendências, é sinal de que é hora de desacelerar. Ignorar esse chamado é negligenciar um aspecto essencial da nossa existência, a saúde mental.
Nos tempos atuais, preservar a saúde mental deixou de ser uma escolha individual e passou a ser um compromisso coletivo, especialmente no ambiente de trabalho. Empresas que reconhecem isso estão um passo à frente. Não se trata apenas de oferecer benefícios ou campanhas pontuais, mas de cultivar uma cultura real de cuidado, em que cada colaborador, do gestor ao auxiliar de serviços gerais, sinta-se respeitado e acolhido.
Um gestor atento entende que a produtividade sustentável nasce do equilíbrio. Estipular metas é necessário, sim, mas tão importante quanto isso é garantir que existam ferramentas e condições reais para que essas metas sejam atingidas sem comprometer o bem-estar das equipes. Afinal, de que adianta alcançar grandes números se, no processo, adoecemos emocionalmente?
A valorização da saúde mental no ambiente corporativo é uma questão ética e estratégica. Empresas que cuidam das pessoas colhem mais do que bons resultados, colhem lealdade, engajamento e um clima organizacional saudável. Após dias exigentes, é o cuidado que permite à equipe se recompor, refletir e voltar a atuar com energia e propósito.
No fim do dia, o que sobra não é apenas o cansaço, é também a chance de refletir, de aprender com o vivido e de preparar-se para recomeçar. Que esse espaço de silêncio e recuperação seja respeitado, e que possamos, enquanto profissionais e seres humanos, lembrar, não somos máquinas. Cuidar de si é o primeiro passo para cuidar do todo.
Giselle Queiroz é psicóloga, pós-graduada em Psicologia Organizacional e do Trabalho e pós-graduada em Terapia Cognitiva Comportamental. @psicologa.gisellequeiroz
-
MATO GROSSO3 dias agoALMT tem agenda intensa de reuniões e audiências públicas
-
MATO GROSSO3 dias agoMega-Sena sorteia prêmio acumulado de R$ 150 milhões nesta quarta
-
POLÍCIA6 dias agoPolícia Militar apreende mais de 200 tabletes de entorpecentes em Pontes e Lacerda
-
MATO GROSSO4 dias agoArcebispo de Aparecida pede desarmamento e atenção à fome e à pobreza
-
Rondonópolis7 dias agoContribuintes com dívidas em 2026 também serão contemplados no Quita Fácil 2026
-
Rondonópolis7 dias agoPit stop leva conscientização contra câncer de mama e de colo do útero para semáforo
-
POLÍCIA7 dias agoOperação Via do Cobre fecha o cerco contra sucatões irregulares e prende três pessoas em Cuiabá
-
MATO GROSSO6 dias agoLimpurb retira móveis, eletrodomésticos e resíduos de área de drenagem em Cuiabá


