POLÍTICA
Acesso a regalias não ajuda ressocializar: “Estado dá oportunidades”
O secretário de Justiça (Sejus), Vitor Hugo Bruzulato Teixeira, não acredita que o acesso de presos a regalias – como guloseimas, chocolates e “roupas de marca” nos mercadinhos – ajudem na recuperação dos detentos. Para ele, a ressocialização é feita com trabalho e estudo e o Estado dá as oportunidades para quem tem interesse.
“A ressocialização não se faz com chocolate, não se faz com sorvete, com cueca de marca. A ressocialização, eu acredito, se faz com estudo, com trabalho, com oportunidades de reintegração social que o Estado de Mato Grosso fornece”, disse o secretário em entrevista ao
na sede do portal.
Montagem: Reprodução/Rdnews

A resposta de Bruzulato é uma resposta à opinião do advogado Leonardo Bernazzolli, presidente do Conselho da Comunidade da Execução Penal da Comarca de Cuiabá e Várzea Grande, que defendeu a existência dos mercadinhos e argumenta que o cárcere já é penoso o suficiente para o Estado ainda proibir o preso de ter acesso a um petisco.
O secretário, assim como o governador Mauro Mendes (União), é contra o funcionamento das cantinas no Sistema Penitenciário. Para ele, a maneira mais eficaz para ressocialização é dar oportunidades ao preso, ao invés de “regalias”.
“Nós temos vários cursos profissionalizantes, várias oportunidades de trabalho, nós temos uma fundação, a Nova Chance, que faz toda a intermediação do egresso, quando ele está saindo do Sistema Penitenciário, com trabalhos. A grande maioria daqueles que querem ressocializar já sai empregado, então o Estado fornece várias opções”, salienta.
No caso de faccionados, Bruzulato afirma que o Estado dá as mesmas oportunidades, mesmo sabendo das dificuldades. Alvo de debates, a ressocialização de criminosos membros de facção é vista como difícil, já que o preso é um “arquivo vivo” da organização criminosa e, ao mesmo tempo, cultivou vários inimigos e pode ser morto de ambas as formas.
Para o chefe da pasta de Justiça, o Estado tem condições para acolher e vai dar as oportunidades. “A gente oportuniza dentro dos estabelecimentos penitenciários, prisionais. Se a pessoa quiser sair, tem condições. O Estado está aqui pra acolher e vai acolher e dar oportunidade. Obviamente que não é simples: um faccionado é mais difícil por todas essas circunstâncias, mas o Estado dá essa oportunidade e nós temos que tentar fazer, até mesmo pra enfraquecer numericamente as facções”, destaca.
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