JUDICIARIO

Servidora e empresário são inocentados de ação que apurava crimes ambientais

Published

on


Conteúdo/ODOC – A Justiça absolveu a servidora pública Marizete Caovilla e o empresário Ilias Antonio de uma ação penal proveniente da Operação Jurupari, deflagrada em 2009 pela Polícia Federal contra a extração e comércio ilegal de madeira em Mato Grosso.

A decisão foi assinada pelo juiz Antonio Horácio da Silva Neto, da Vara Especializada do Meio Ambiente em Cuiabá, e publicada no Diário de Justiça nesta semana.

A Jurupari foi uma das maiores operações já realizadas no Estado na área ambiental. No total, 171 pessoas foram denunciadas pelo Ministério Público Federal (MPF) na Operação.

O processo foi desmembrado para maior celeridade e alguns encaminhados para o Ministério Público Estadual (MPE) após a Justiça Federal não verificar qualquer violação ao interesse da União, como é o caso desse em específico.

O magistrado acolheu recurso da defesa de Marizete, representada pelo advogado Valber Melo, de que não existem provas contra ela e Ilias Antonio de Oliveira. O MPE concordou.

“Portanto, no tocante aos ilícitos criminais remanescentes em apuração neste feito não é possível se chegar a autoria imputada aos acusados Marizete Caovilla e Ilias Antonio de Oliveira, conforme foi bem colocado pelo parquet federal e estadual, sendo o caso de serem ambos absolvidos, não sumariamente, mas porque o conjunto probatório é frágil para sustentar uma condenação”, escreveu o magistrado.

“Por fim, tendo o parquet pedido à absolvição, não cabe a este juízo julgar procedente a acusação, sob pena de violação do sistema acusatório, como já decidiu o Superior Tribunal de Justiça”, decidiu.

Operação Jurupari

A ação desarticulou um grupo que, supostamente, integrava uma rede criminosa voltada para a extração, transporte e comércio ilegal de madeira da região Amazônica, em Mato Grosso.

De acordo com a PF, os danos ambientais, no total, chegam a R$ 900 milhões.

Entre os acusados estavam madeireiros e proprietários rurais, engenheiros florestais e servidores da Secretaria Estadual do Meio Ambiente (Sema), que eram responsáveis por produzir e aprovar licenciamentos e Planos de Manejo Florestal fraudulentos, necessários à legalização e comércio de madeiras extraídas no interior dessas áreas públicas.



Fonte: O Documento

Comentários
Continue Reading
Advertisement Enter ad code here

MATO GROSSO

Advertisement Enter ad code here

POLÍCIA

Advertisement Enter ad code here

CIDADES

Advertisement Enter ad code here

POLÍTICA

Advertisement Enter ad code here

SAÚDE

As mais lidas da semana