SAÚDE
Pensar demais emagrece? Médicos explicam o que é mito e verdade
Pensar emagrece?
O combustível do cérebro é a glicose, de onde o corpo retira o ATP (trifosfato de adenosina), uma molécula necessária para iniciar os processos metabólicos. Um cérebro adulto consome cerca de 5,6 miligramas de glicose para cada 100 gramas de tecido cerebral por minuto.
De acordo com o neurologista Carlos Uribe, do Hospital de Brasília, diretamente, não há evidências de que o cérebro queime calorias para executar suas ações. No entanto, o funcionamento cerebral têm uma correlação com o emagrecimento.
“Já há medicamentos, como o Ozempic, que atuam na química do cérebro. Eles diminuem o impulso de comer e acabam contribuindo para o emagrecimento. É um processo indireto, digamos assim”, esclarece.
Alguns estudos mostram que o cérebro de pessoas obesas funciona de forma diferente de pessoas não obesas. Para mudar isso, normalmente, são utilizados medicamentos ou tratamentos, como o uso de estímulos eletromagnéticos.
No entanto, a atividade de pensar – ainda que canse, não provoca a queima calórica. “O metabolismo do cérebro é diferenciado e não envolve gasto calórico”, completa Uribe.
Como aumentar a eficiência do cérebro?
O neurologista Marcel Simis, do Hospital Albert Einstein, em São Paulo, conta que a eficiência do cérebro aumenta quanto mais o usamos. “É importante estarmos sempre aprendendo algo novo. Justamente para manter a região cortical ativa. Ela é utilizada quando aprendemos conteúdos pela primeira vez ou executamos movimentos mais conscientes e menos automatizados. Inclusive, a ciência aponta que aprender algo novo ajuda a prevenir , como o Alzheimer”, diz.
Importância da alimentação
A saúde do cérebro também é fortalecida por meio de uma dieta saudável. A nutricionista Carla de Castro, da Clínica Sallva, em Brasília, lista os benefícios de uma alimentação equilibrada. “Ela impacta diretamente a memória e a concentração, pois fornece os nutrientes necessários para a neuroplasticidade, melhora o fluxo sanguíneo cerebral e reduz inflamações que podem prejudicar a cognição”, afirma.
Apostar em uma alimentação rica em nutrientes essenciais, associada a bons hábitos diários, é a melhor maneira de preservar a função cerebral, aprimorar a performance mental e garantir bem-estar a longo prazo.
Nutrientes benéficos para a saúde cerebral
Ômega-3: presente em peixes gordurosos, linhaça e chia, ele protege as membranas neuronais e melhora a transmissão de impulsos nervosos;
Colina: encontrada nos ovos, é fundamental para a produção de acetilcolina, um neurotransmissor essencial para a memória e o aprendizado;
Vitaminas do complexo B (B6, B9 e B12): auxiliam na produção de neurotransmissores responsáveis pelo humor e bem-estar;
Magnésio: presente em sementes, castanhas e cacau, contribui para a regulação do estresse e da ansiedade;
Vitamina C e flavonoides: encontrados em frutas vermelhas e nozes, são antioxidantes que ajudam a combater o estresse oxidativo e a prevenir doenças neurodegenerativas.
Ômega-3 encontrado em peixes é importante para nutrição cerebral
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