POLÍTICA

Deputado mato-grossense apoia secretaria pelo fim definitivo dos mercadinhos em presídios

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O deputado federal Coronel Assis (União) manifestou apoio a iniciativa do governo de Mato Grosso e secretaria estadual de Justiça pôs fim aos mercadinhos que funcionavam dentro dos presídios e avalia que, além de desnecessária, só criava mais desigualdades dentro das penitenciárias.

“Esses mercadinhos só fomentam desigualdade, porque o preso que tem dinheiro compra e tem produtos na sua cela, e o que não tem, fica a ver navios ou faz dívida com o crime organizado para poder acessar a esses produtos”, declarou o parlamentar em discurso, ontem, na tribuna da Câmara dos Deputados.

Assis, ex-comandante da PM, acrescenta que o sistema penal em Mato Grosso já garante quatro refeições diárias aos presos, que se forem estudantes, têm direito a lanches em dois períodos, além da assistência médica e odontológica, que muitas vezes faltam até em alguns municípios.

“Para se ter uma ideia, na Penitenciária Central do Estado existe mais médicos do que em determinados municípios de Mato Grosso. O preso tem direito à assistência odontológica, psicológica, a material de higiene, à qualificação profissional, a trabalho e a oportunidades”, enfatizou.

O coronel Assis elogiou a iniciativa da secretaria, comandada pelo secretário Vitor Hugo Brutulazo Teixeira, que elaborou o projeto de lei aprovado pela Assembleia Legislativa e sancionado pelo governador Mauro Mendes, mês passado.

“O secretário da SEJUS e sua equipe estão fazendo um brilhante trabalho, e nós apoiamos essa iniciativa. Aqui fica o nosso pedido aos deputados estaduais que façam a manutenção do veto do governador Mauro Mendes, para que esses mercadinhos sejam fechados e se ataque, de maneira dura e direta, o poder econômico das facções criminosas em Mato Grosso. Isso tem que ser feito”, afirmou o parlamentar.

Segundo o deputado, somente atacando “o coração financeiro das facções criminosas é que iremos vencer essa guerra”, fazendo menção à questão econômica movimentada pelas organizações.



Fonte: Só Notícias

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