JUDICIARIO

Ex-ministro de Dilma tenta barrar diplomação de Alei em Sorriso

Published

on


O advogado José Eduardo Cardozo, ex-ministro da Justiça do Governo Dilma Rousseff (PT), ingressou com uma ação judicial pedindo a suspensão da diplomação do prefeito eleito de Sorriso, Alei Fernandes (União) e do vice Acácio Ambrosini (Republicanos). A solenidade está marcada para o dia 13 de dezembro.

Restou demonstrado que o referido empresário exerceu papel de destaque na coordenação financeira da campanha dos Requeridos

 

Cardozo defende os interesses do candidato derrotado Leandro Damiani (MBD).

 

De acordo com a defesa de Damiani, que já havia ingressado com uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) contra os candidatos e o empresário Nei Francio, há indícios de compra de votos e abuso de poder econômico, incluindo a utilização de recursos de origem desconhecida para financiar a campanha.

 

A investigação começou após a apreensão de R$ 300 mil em espécie Nei Francio, durante uma abordagem da Polícia Rodoviária Federal em outubro deste ano.

 

“Com o ajuizamento da AIJE pelo Ministério Público Eleitoral e a análise dos documentos que a acompanharam, em especial a Informação de Polícia Judiciária (…), que analisou os dados extraídos do aparelho celular de Nei Francio, restou demonstrado que o referido empresário exerceu papel de destaque na coordenação financeira da campanha dos Requeridos, com o objetivo de arrecadar doações não documentadas para abastecer o caixa dois da campanha de Alei e Acácio”, consta no pedido.

 

Conforme o pedido de tutela de urgência, a quantia apreendida não teve sua origem esclarecida por Francio, que estava com adesivos de apoio à candidatura de Alei em seu carro.

 

A partir de investigações conduzidas pela Polícia Federal, surgiram mensagens que indicam o envolvimento do empresário em práticas que seriam indicativas de “caixa dois”, com recursos não contabilizados nas prestações de contas eleitorais dos candidatos.

 

A ação ainda traz diálogos travados entre Francio e Alei captados pela Polícia Federal. “Aguardo o seu retorno sobre a doação, podemos fechar? Preciso garantir o montante para fechar a conta do mês”, diz Francio em uma das conversas. “Sim, sem problemas. Só confirma o valor e a oigem. O Gilson está no loop?”, questiona Alei.

 

    • Em outro trecho, Nei Frâncio diz que se não der para fazer por dentro, o Gilson já está preparado para fazer o depósito na conta e esquentar”. Em seguida Alei responde: “Faz o que for preciso. O importante é garantir o volume de recursos.”

 

O documento relata que, a partir de provas obtidas por meio de quebra de sigilo de dados, houve transações financeiras entre Francio e outras figuras próximas aos candidatos, que indicariam o uso de recursos ilícitos para custear despesas da campanha eleitoral.

 

O Ministério Público Eleitoral também ingressou com uma ação contra Alei e Acácio em 4 de dezembro, após a análise de dados extraídos de celulares apreendidos pela Polícia Federal.

 

De acordo com o MP Eleitoral, ficou evidenciado que Francio desempenhou “papel crucial” na coordenação financeira da campanha, arrecadando valores não registrados oficialmente. As investigações da Polícia Federal, sob a operação “Rustius”, levaram à apreensão de mais R$ 100 mil e outros materiais de interesse das investigações.

 

A defesa de Damiani argumenta que há forte risco de dano irreparável, caso a diplomação dos candidatos seja realizada antes da conclusão da investigação e do julgamento da AIJE. 

 

Cardozo requer que a diplomação seja suspensa até que o caso seja adequadamente analisado, a fim de evitar que o resultado das eleições seja maculado por possíveis irregularidades eleitorais. Ele também solicita a continuidade da quebra de sigilo bancário e telemático dos envolvidos, a fim de aprofundar a investigação sobre o financiamento da campanha.

 

Ação aceita 

 

A Justiça Eleitoral já acatou a AIJE do MP Eleitoral contra Alei e Ambrosini por suposto abuso de poder econômico e político na campanha. 

 

A decisão é assinada pelo juiz Anderson Candiotto, da 43ª Zona Eleitoral de Sorriso, e foi publicada nesta terça-feira (10).

 

Alei e Acacio foram alvos da Operação Rustius, deflagrada na última quarta-feira (4) pela Polícia Federal por suposto esquema de caixa 2 na eleição.

 

Na decisão, o magistrado autorizou a utilização das provas dos inquéritos da PF para instruir o processo e determinou o compartilhamento nos autos de todas as cópias, inclusive, dos arquivos de mídias, depoimentos, etc.

 

Ele ainda notificou Alei e Acácio para apresentarem defesa escrita  no prazo de cinco dias, com eventual juntada de documentos e rol de testemunhas.

 

Na denúncia, o promotor eleitoral Márcio Florestan Berestinas pede para que os eleitos não sejam diplomados ou, caso sejam, tenham os diplomas cassados.

 

 

 



Comentários
Continue Reading
Advertisement Enter ad code here

MATO GROSSO

Advertisement Enter ad code here

POLÍCIA

Advertisement Enter ad code here

CIDADES

Advertisement Enter ad code here

POLÍTICA

Advertisement Enter ad code here

SAÚDE

As mais lidas da semana