SAÚDE
Dathi participa do Fórum Global sobre Vacinas contra a Tuberculose no Rio de Janeiro
Na última semana, o Rio de Janeiro foi palco do 7º Fórum Global sobre Vacinas contra a Tuberculose, o maior encontro mundial focado no desenvolvimento de novas vacinas para a doença. Profissionais da Coordenação-Geral de Vigilância da Tuberculose, Micoses Endêmicas e Micobactérias Não Tuberculosas (CGTM) do Ministério da Saúde participaram do evento, que reuniu especialistas de diversas partes do mundo para debater avanços e novas estratégias em pesquisa e desenvolvimento de vacinas para prevenir a doença.
Fernanda Dockhorn, coordenadora-geral da CGTM do Departamento de HIV, Aids, Tuberculose, Hepatites Virais e Infecções Sexualmente Transmissíveis (Dathi/SVSA/MS) destacou a relevância do evento. “O Fórum tem uma importância estratégica para a saúde global, visto que o Brasil é considerado um país com alta carga de tuberculose. São 15 vacinas contra a doença em desenvolvimento atualmente, sendo duas em fase avançada na pesquisa.”
Como líder em pesquisa e produção biomédica, o país desempenha um papel crucial na luta contra essa doença. Além disso, a coordenadora informou que o Fórum foi uma oportunidade para fortalecer parcerias entre instituições e fomentar a colaboração entre a comunidade científica, profissionais de saúde e a sociedade civil.
Com o objetivo de revisar os avanços mais recentes e identificar abordagens inovadoras para a pesquisa e o desenvolvimento de vacinas, o evento também buscou fortalecer o reconhecimento global da importância do papel das vacinas no esforço para eliminar a tuberculose como problema de saúde pública no mundo.
“O evento é uma oportunidade de promover a troca de conhecimento e incentivar novas colaborações para acelerar o desenvolvimento, produção e a distribuição de vacinas contra a tuberculose”, explicou Fernanda Dockhorn.
Cuidado de pessoas privadas de liberdade
O Rio de Janeiro também sediou um importante encontro sobre pesquisa de vacinas contra a tuberculose com foco na inclusão de pessoas privadas de liberdade (PPL). O evento, realizado no Hotel Windsor Tower, na Barra da Tijuca, reuniu especialistas nacionais e internacionais, que discutiram estratégias e desafios no desenvolvimento de vacinas contra a doença nessa população.
A discussão se concentrou, sobretudo, na necessidade de incorporar aos estudos clínicos grupos historicamente vulneráveis, como as pessoas privadas de liberdade, uma vez que essa população tem um elevado risco de desenvolver a doença. Os especialistas ressaltaram a importância de garantir que futuras vacinas sejam acessíveis a todas as pessoas, especialmente a esses grupos mais afetados. A iniciativa é vista como essencial no combate à tuberculose, que é uma das doenças infecciosas que mais matam no mundo, com impacto significativo nas populações mais vulneráveis.
Ministério da Saúde
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