JUDICIARIO

STJ nega trancar investigação sobre desvio na Saúde de Cuiabá

Published

on


O Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou habeas corpus do ex-secretário de Saúde de Cuiabá, Célio Rodrigues, que buscava suspender as investigações relacionadas à Operação Curare.

 

Não se constata, portanto, constrangimento ilegal evidente que possa autorizar a concessão da medida de urgência

A decisão é assinada pelo ministro Og Fernandes e foi publicada nesta sexta-feira (25).

 

A primeira fase da Curare foi deflagrada pela Polícia Federal em julho de 2021 por suposto desvio de recursos da Saúde na prestação de serviços em leitos de enfermaria e UTI para Covid-19. Os pagamentos às empresas envolvidas superam R$ 100 milhões. 

 

No habeas corpus, a defesa de Célio alegou excesso de prazo na investigação, já que passados mais de três anos da deflagração da operação, ela ainda não foi concluída.

 

“Argumenta a ausência de justa causa para o prosseguimento das investigações, pois não haveria informações que demonstrassem o vínculo da conduta praticada com o delito que lhe foi imputado”, diz trecho do HC.

 

Na decisão, o ministro citou decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), que também negou a suspensão da investigação, ressaltando que a mesma é complexa, tendo sido deflagradas ao menos quatro fases distintas, envolvendo “vários indivíduos e empresas, tendo sido firmados vários contratos suspeitos, para além daqueles que ensejaram a sua instauração”.

 

“Não se constata, portanto, constrangimento ilegal evidente que possa autorizar a concessão da medida de urgência. Ante o exposto, indefiro o pedido de liminar”, decidiu Og Fernandes. 

 

A operação

  

Segundo a investigação, o esquema consistia na contratação de empresas, de um mesmo grupo, por meio de contratos com inúmeras ilegalidades, incluindo sobrepreço.

 

O grupo atuava no gerenciamento de leitos de unidade de terapia intensiva exclusivos para o tratamento de pacientes acometidos pela Covid-19. 

 

Entretanto, as contratações emergenciais abarcavam serviços variados como a realização de plantões médicos, disponibilização de profissionais de saúde, sobreaviso de especialidades médicas, comodato de equipamentos de diagnóstico por imagem, transporte de pacientes etc. 

 

Conforme a PF, os pagamentos ao grupo superaram R$ 100 milhões entre os anos de 2019 a 2021. 

 

Eles mantiveram-se à frente dos serviços públicos, de acordo com a  mediante o pagamento de vantagens indevidas, seja de forma direta ou por intermédio de empresas de consultoria, turismo ou até mesmo recém transformadas no ramo da saúde.

 

 

 

 

 





Comentários
Continue Reading
Advertisement Enter ad code here

MATO GROSSO

Advertisement Enter ad code here

POLÍCIA

Advertisement Enter ad code here

CIDADES

Advertisement Enter ad code here

POLÍTICA

Advertisement Enter ad code here

SAÚDE

As mais lidas da semana