CUIABÁ
Michelly Alencar repudia assédio e afirma criação de Comissão Especial
Durante o Grande Expediente da sessão ordinária desta terça-feira (10), a vereadora Michelly Alencar se pronunciou sobre a denúncia de assédio sexual envolvendo um ex-chefe de gabinete do prefeito Abilio Brunini. Em tom firme, a parlamentar repudiou qualquer tentativa de pressão sobre a atuação da bancada feminina e reforçou que a defesa das mulheres sempre foi um compromisso permanente de sua trajetória.
A vereadora destacou que não aceita imposições externas sobre como mulheres devem agir na política.
“Nem a vereadora Michelly Alencar, nem esta Mesa Diretora age por pressão. Vamos nos posicionar no momento que entendermos correto. Chega de homens ou de qualquer pessoa dizendo como mulher deve agir”, afirmou.
A parlamentar também rebateu críticas que colocaram em dúvida seu comprometimento com a causa feminina por não ter assinado o pedido de abertura de uma CPI. Segundo ela, sua história fala por si.
“Defendo mulheres desde muito antes de estar na política. Meu trabalho não se resume a uma assinatura. Já enfrentei inúmeras pressões e nunca cedi”, pontuou.
Ao tratar da apuração do caso, Michelly enfatizou que o crime de assédio sexual tem natureza penal e deve ser investigado pelos órgãos competentes, como Polícia Civil, Ministério Público e Judiciário. Para ela, é fundamental garantir a proteção da vítima e evitar a revitimização.
“Quem entende de violência contra a mulher sabe que a prioridade é resguardar a vítima. Ela não pode ser exposta, muito menos colocada frente a frente com o acusado em um espetáculo público”, disse.
A vereadora lembrou ainda que a Câmara já adotou providências dentro de sua competência legal, com a leitura e a criação de uma Comissão Especial para acompanhar o caso e encaminhar relatório às autoridades responsáveis.
“Crime é crime, independentemente de quem o cometeu. E nós vamos agir dentro do rito, sem pular etapas e sem transformar uma situação tão delicada em instrumento político”, reforçou.
Michelly finalizou afirmando que não atua como escudo para ninguém e que continuará tomando decisões com independência.
“Se tiver que assinar, eu assino. Se não tiver, não assino. Mas nunca será porque alguém quer me pressionar ou dizer que deixei de defender mulheres. Seguirei firme, como sempre estive, na defesa das mulheres”, concluiu, a vereadora
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