POLÍTICA
Novo defende chapa com Pivetta ao Governo e Mauro e Medeiros ao Senado
O presidente do Partido Novo em Mato Grosso, empresário Sérgio Antunes, afirmou que a legenda deve concentrar seus esforços na formação de uma chapa forte para a disputa à Câmara Federal nas eleições de 2026 em Mato Gross. A declaração foi dada durante entrevista ao portal Veja Bem MT, nesta quinta-feira (3).
Apesar de não ter planos imediatos de lançar candidatura própria ao Governo do Estado, o partido está alinhado com o projeto de continuidade da atual gestão de Mauro Mendes (União) apoiando uma eventual candidatura do atual vice Otaviano Pivetta (Republicanos). “Gostaria muito de estar junto com o Otaviano Pivetta, com o Republicanos. Acho que tem muita gente boa lá”, afirmou Sérgio.
Além disso, Antunes revelou o desejo de ver o Novo compondo uma aliança majoritária ao lado de União Brasil e PL, com Mauro Mendes concorrendo ao Senado e o senador José Medeiros (PL) ocupando a segunda vaga. “Se fechar União, Republicanos e PL, para Mato Grosso é muito importante. Isso e o Novo junto, claro”, afirmou, ao descartar apoio a uma eventual candidatura do senador Wellington Fagundes (PL) ao palácio Paiaguás.
Sérgio Antunes destacou que o Partido Novo tem amadurecido politicamente e aprendido a dialogar mais com outras forças. “A gente era o PSOL da direita, um pouco mais radical. Hoje, conversamos mais e entendemos que o mundo político funciona no diálogo”, avaliou.
Segundo ele, o Novo passou a buscar alianças locais, como ocorreu nas eleições municipais de 2024, quando a sigla compôs com o PL em Cuiabá e elegeu a Coronel Vânia Rosa na chapa de Abilio Brunni (PL). Atualmente, o partido conta com 14 vereadores, um prefeito e uma vice-prefeita no Estado.
O crescimento foi considerado expressivo por Antunes, especialmente levando em conta a ausência de tempo de TV e de recursos públicos para a campanha. O presidente do diretório estadual deixou claro que, neste momento, a legenda não pretende lançar um nome próprio para o Palácio Paiaguás.
No entanto, explicou que um eventual projeto majoriatário não está completamente descartado. “Se a gente tiver alguém com viabilidade política e eleitoral dentro do partido, que defenda o que a gente defende, com certeza vamos colocar no tabuleiro político”, afirmou, citando nomes como o secretário de Obras de Cuiabá, Reginaldo Teixeira (Novo), e candidata derrotada a prefeitura de Sinop, Mirtes Grotta.
Embora aberto ao diálogo, Antunes foi categórico ao afirmar que o Novo não caminhará com partidos de esquerda. “Não temos nenhuma chance de estar com o PT, com o PSOL, com a turma que está aí nos governos do Lula”, finalizou.
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