POLÍTICA
Senadores de MT votam contra aumento de deputados; AL ter 30 cadeiras
Os senadores de Mato Grosso, Wellington Fagundes (PL) e Jayme Campos (UB) votaram contra o projeto que amplia o número de deputados federais e estaduais a partir das eleições de 2026. A proposta, aprovada nesta semana pelo Congresso Nacional, eleva o total de cadeiras na Câmara dos Deputados de 513 para 533, com base nos dados do Censo de 2022.
Apesar da aprovação, a bancada mato-grossense no Senado se posicionou de forma unânime contra a medida e usou as redes sociais para criticar duramente o aumento. A senadora Margareth Buzetti (PSD) mesmo sendo contrária à proposta, não votou. O trio usou as redes sociais posteriormente para se explicar.
“Votei contra o aumento de deputados no Congresso Nacional. A conta é simples: se aumentam os deputados, aumentam os gastos… e o povo já não aguenta mais tanto imposto!”, escreveu Jayme Campos. Para ele, as vagas deveriam ser remanejadas entre os estados, e não somadas ao total já existente.
Wellington Fagundes também se manifestou: “Votei contra o aumento de número de deputado! Sim, em plena crise, com o povo sufocado por impostos e a máquina pública inchada, decidiram que o caminho é criar mais cargos e mais despesas. Eu votei contra porque não é isso que o Brasil precisa.”
Já a senadora Margareth Buzetti classificou a proposta como um “absurdo” e criticou o fato de a votação ocorrer de forma remota, ao lado de outras pautas impopulares. “É a máquina política querendo sempre se beneficiar, enquanto o povo é quem paga a conta. Isso ninguém aguenta mais!”
Atualmente, Mato Grosso conta com 8 deputados federais e 24 estaduais. A partir do próximo pleito, passará a eleger 10 federais e 30 deputados estaduais, refletindo o crescimento populacional registrado nos últimos anos. Segundo o Censo 2022, o estado ultrapassou a marca de 3,6 milhões de habitantes, o que justificou a redistribuição.
Além de Mato Grosso, outros oito estados também foram beneficiados com o aumento no número de parlamentares: Amazonas, Rio Grande do Norte, Pará, Santa Catarina, Ceará, Goiás, Minas Gerais e Paraná. O Pará e Santa Catarina, por exemplo, ganharam quatro cadeiras federais e quatro estaduais cada.
A alteração respeita os limites constitucionais de no mínimo 8 e no máximo 70 deputados federais por estado, conforme previsto no artigo 45 da Constituição Federal. Com isso, o total de cadeiras na Câmara passa de 513 para 533 a partir da legislatura que se inicia em 2027. Já nas Assembleias Legislativas, os aumentos seguem a proporcionalidade estabelecida por lei, vinculada ao número de deputados federais de cada estado.
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