POLÍTICA
CCJ dá 5 sessões para Zambelli apresentar defesa
A CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara estabeleceu nesta 2ª feira (23.jun.2025) prazo de 5 sessões deliberativas para que a deputada licenciada Carla Zambelli (PL-SP) apresente sua defesa no processo que pode levar à perda de seu mandato. A contagem começa na 3ª feira (24.jun). Ela está foragida da Justiça brasileira.
O avanço do procedimento na CCJ vem depois que Zambelli confirmou ao g1 o recebimento da representação contra ela na 4ª feira (18.jun). Durante o período concedido, a deputada poderá apresentar argumentos e indicar provas que considere relevantes para sua defesa.
O deputado federal Diego Garcia (Republicanos-PR) foi escolhido em 17 de junho como relator do pedido na CCJ. Para perder o mandato, são necessários 257 votos favoráveis no plenário.
Zambelli está fora do Brasil desde 3 de junho, quando declarou que pediria licença para tratamento de saúde na Itália.
Apesar disso, o processo em análise na CCJ da Câmara seguirá normalmente e pode levar à confirmação da perda de seu mandato, conforme já decidido pelo STF (Supremo Tribunal Federal).
O ministro do STF Alexandre de Moraes determinou em 4 de junho a sua prisão preventiva.
Em 14 de maio, a 1ª Turma do STF condenou Zambelli, por unanimidade, a 10 anos de prisão, além da perda de mandato, por falsidade ideológica.
Ela e o hacker da “Vaza Jato”, Walter Delgatti Neto, tentaram invadir o sistema do CNJ para emitir um mandado de prisão para o ministro Alexandre de Moraes, como se ele mesmo tivesse determinado a própria prisão.
Segundo as investigações, a invasão foi executada por Delgatti, que confirmou ter realizado o trabalho a mando da deputada. O hacker foi condenado a 8 anos e 3 meses de prisão.
Zambelli declarou que havia deixado o Brasil em 3 de junho. Inicialmente, ela foi aos EUA. No dia seguinte, Alexandre de Moraes determinou a prisão preventiva e a suspensão das redes sociais de Zambelli.
O nome da congressista foi acrescentado à lista vermelha da Interpol em 5 de junho, a pedido de Moraes. Com isso, ela passou a ter o nome divulgado como foragida internacional e pode ser presa no exterior.
Em 6 de junho, a deputada disse à CNN Brasil que pretende se apresentar voluntariamente às autoridades italianas. No mesmo dia, a 1ª Turma do STF rejeitou, por unanimidade, o recurso da congressista contra a condenação.
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