POLÍTICA
Prstata ‘salva’ da priso bolsonarista de Cuiab condenado a 14 anos
Problemas na próstata levaram José Carlos da Silva, líder de bairro do Jardim Renascer, em Cuiabá, à prisão domiciliar. Ele é um dos membros do “fã clube” do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), condenados pela tentativa de golpe de Estado no dia 8 de janeiro de 2023, em Brasília (DF).
A decisão é do último dia 18 de junho. José Carlos da Silva foi condenado a 14 anos de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por golpe de estado, abolição violenta do estado democrático de direito, dano qualificado, deterioração de patrimônio tombado e associação criminosa armada.
O réu condenado, que busca a sua liberdade, viu em seu problema de saúde uma luz no fim do túnel, dizendo que já vem se tratando há mais de uma década. “O réu José Carlos da Silva, por ocasião de seu interrogatório judicial, relatou sofrer de ‘problema de próstata’ do qual trata há 12 anos”, confessou nos autos.
As alegações tocaram o ministro Alexandre de Moraes, relator do pedido de prisão domiciliar do líder comunitário. Mesmo cumprindo pena em sua casa, o paciente irá utilizar tornozeleira eletrônica, está proibido de utilizar redes sociais, de se comunicar com outros réus, de dar entrevistas a meios de comunicação e de receber visitas – com exceção de advogados, pais e irmãos.
“Estão presentes os requisitos legais necessários para a imposição das medidas cautelares previstas, juntamente com a fixação da prisão domiciliar, frente a ‘necessidade da medida’ (necessidade para aplicação da lei penal, para a investigação ou a instrução criminal e, nos casos expressamente previstos, para evitar a prática de infrações penais) e sua ‘adequação’ (adequação da medida à gravidade do crime, circunstâncias do fato e condições pessoais do indiciado ou do acusado)”, examinou Moraes.
José Carlos da Silva teria participado do evento que ficou conhecido como o “Estouro da Boiada”, e foi condenado por depredar o Congresso Nacional. Ele se defende dizendo que estava no local apenas para auxiliar pessoas que sofriam os efeitos do gás lacrimogêneo utilizado por policiais para conter o “rebanho”.
Os atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, ocorridos em Brasília, tinham o objetivo de beneficiar Jair Bolsonaro e as Forças Armadas – os verdadeiros patrocinadores e entusiastas do golpe de estado, por trás do ex-presidente.
A destruição de parte das sedes dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário custou R$ 24 milhões ao bolso dos brasileiros. Bolsonaro assistiu pela TV o “estouro” de seu rebanho enquanto estava em Miami, nos Estados Unidos, para onde fugiu com medo de ser preso.
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