CIDADES
Empresa ameaça cortar entrega de materiais ao HMC por dívida milionária
A empresa Síntese Comercial Hospitalar notificou a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) e a Empresa Cuiabana de Saúde Pública (ECSP) sobre a suspensão do fornecimento de órteses, próteses e materiais especiais (OPME) ao Hospital Municipal de Cuiabá, a partir da próxima segunda-feira (23). O motivo é uma dívida acumulada em mais de R$ 1 milhão, referente a contratos firmados com a ECSP. Por meio de nota, a SMS confirmou a existência da dívida, mas ressaltou ser da gestão anterior, logo, o pagamento será dentro do contexto do decreto de calamidade financeira vigente.
Nesta terça-feira (17), a Síntese encaminhou a solicitação de pagamento, alegando que, além da inadimplência, a ECSP não apresenta cronograma de pagamentos e tem descumprido promessas de quitação, “como a proposta de quitar apenas 4,9% da dívida – e, ainda assim, com atraso”.
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“A Síntese atua com a ECSP desde a sua fundação, há mais de 10 a 15 anos, sempre cumprindo com excelência suas obrigações contratuais. Contudo, os prejuízos acumulados ao longo desses anos são incalculáveis, e as práticas atuais da empresa apenas agravam esse histórico de desequilíbrio na relação contratual”, diz trecho da solicitação.
A empresa alegou ainda estar recebendo pressão por parte de fabricantes e distribuidores, que impõem bloqueios imediatos em caso de atrasos, o que, segundo a Síntese, inviabiliza novas compras. A empresa ressaltou ainda que a ECSP é, atualmente, sua cliente com mais problemas financeiros e alerta que a manutenção do fornecimento depende do pagamento integral da dívida.
A empresa também contesta justificativas da ECSP, que atribui a inadimplência à falta de repasses do Governo de Mato Grosso e da Prefeitura de Cuiabá, afirmando ter informações de que os repasses do Ministério da Saúde (MAC) já foram realizados, inclusive no Estado, e considerando o argumento insustentável.
Outro lado
O
entrou em contato com a SMS, que respondeu, por meio de nota, que a dívida existe, de fato, entretanto destacou ser referente a exercícios anteriores e que o pagamento dela será analisado dentro do contexto do decreto de calamidade financeira vigente. A pasta disse ainda que todos os pagamentos referentes ao ano de 2025 estão em dia, sendo cumpridos nos prazos estabelecidos.
“Além disso, a SMS destaca que a Síntese Comercial Hospitalar não é a única fornecedora de órteses, próteses e materiais especiais (OPME) para a rede municipal. Caso a empresa opte por interromper o fornecimento, isso não causará impactos na assistência à população, pois há outros fornecedores regularmente credenciados e aptos a suprir a demanda”, diz trecho da nota.
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