POLÍTICA
Manifestantes fazem ato pró-Gaza em São Paulo
Na convocação, os organizadores informaram que o ato faz parte da “Marcha Global para Gaza”, iniciativa internacional mobilizada por movimentos populares, organizações sociais, coletivos e ativistas de direitos humanos.
No ato, parlamentares e ativistas defenderam um cessar-fogo na região, fim do conflito e que o governo brasileiro rompa as relações comerciais com o governo de Benjamin Netanyahu.
A ativista Soraya Misleh, de origem palestina, participa das mobilizações contra o conflito desde os primeiros atos e considerou a manifestação de hoje histórica, de construção mais ampla e unindo a comunidade árabe palestina no Brasil, partidos e movimentos.
“As vozes palestinas e o apelo do povo palestino pedem por isolamento internacional aos moldes do que foi feito em relação ao apartheid na África do Sul nos anos 90. Neste momento, nós estamos vivendo um holocausto na Palestina, em Gaza, e um bloqueio muito criminoso em que Israel busca a solução final na contínua Nakba, catástrofe que já dura mais de 77 anos”, disse a ativista.
O pesquisador criativo Cauê Teles, e o filho Guido, de 8 anos, acompanharam o ato. “A gente está vindo aqui para poder demandar que o nosso governo rompa as relações com Israel, como vários outros governos já estão fazendo, como a Colômbia, porque a gente não pode continuar apoiando o Estado colonial, que está fazendo um genocídio”, disse o pesquisador. Já o pequeno Guido acha importante protestar, pois crianças têm sido as principais vítimas das bombas israelenses.
A professora Raquel, que preferiu não informar o sobrenome para não sofrer retaliação, disse que o ato vem para apoiar o povo palestino, “enquanto Israel amplia o conflito e agora bombardeia o Irã”. “Precisamos fazer alguma coisa”, conclama.
Para o administrador André Luiz, chegou a hora de aderir “à necessidade do governo brasileiro romper relações diplomáticas e comerciais com o Estado de Israel, porque realmente ultrapassou o limite”.
O grupo caminhou, de forma pacífica, da Praça Roosevelt, no centro da capital, em direção à Praça Cinquentenário de Israel, em Higienópolis. A pedido da polícia, a manifestação se encerrou na Praça Charles Miller. Não foi informado o motivo da solicitação.
A manifestação ainda presta apoio à caravana que cruza o Egito em direção a Rafah, cidade palestina situada no sul da Faixa de Gaza.
Há marchas em apoio ao povo palestino em outras cidades brasileiras, como Belo Horizonte, Boa Vista, Curitiba, Fortaleza, Goiânia, Porto Alegre, Rio de Janeiro e Rio Grande (RS).
Ataques aéreos e disparos israelenses mataram pelo menos 45 palestinos na Faixa de Gaza neste sábado (14), a maioria perto de um ponto de distribuição de ajuda, segundo informações da Agência Reuters.
Relacionadas
-
MATO GROSSO6 dias agoALMT tem agenda intensa de reuniões e audiências públicas
-
MATO GROSSO6 dias agoMega-Sena sorteia prêmio acumulado de R$ 150 milhões nesta quarta
-
MATO GROSSO7 dias agoArcebispo de Aparecida pede desarmamento e atenção à fome e à pobreza
-
ESPORTES2 dias agoJustiça volta atrás e suspende jogo do Vasco contra o Boca no Maracanã
-
POLÍTICA5 dias agoAção em Sinop transforma memória das vítimas de feminicídio em um chamado à prevenção
-
MATO GROSSO6 dias agoPolícia investiga ligação de policiais com facção criminosa
-
CIDADES6 dias agoPrefeitura realiza novo credenciamento do Programa “Prospera + Diamantino” para fornecedores de cestas básicas
-
CIDADES6 dias agoPrefeitura de Diamantino e Ministério Público cobram providências da concessionária de água


