POLÍTICA
Botelho teme que posio de Mauro atrapalhe grupo
O deputado estadual Eduardo Botelho (União Brasil) está cauteloso quanto ao cenário das eleições do ano que vem, principalmente diante da sucessão ao governo do Estado. O parlamentar afirmou que dentro de grupo político do União, a disputa entre Jayme Campos (União Brasil) e Otaviano Pivetta (Republicanos) segue dividindo opiniões e teme que em 2026 aconteça o fenômeno “Botelho e Fábio”, lembrando racha interno na escolha para candidato a prefeito de Cuiabá.
Em entrevista à TV Vila Real, Eduardo Botelho disse que, por ora, o União segue sem diálogos, já que há conflito de interesses na candidatura, o que reforça a possibilidade de novo racha, culminando na derrota, como em 2024. Ele cita que, enquanto algumas lideranças empurram Jayme para o governo, Mauro insiste em lançar Pivetta, como uma opção pessoal.
“União é muito unido, o nome já diz. Mas, a união partidária tem algumas divergências. Temos o senador Jayme Campos, que coloca o nome como possível candidato, e o governador Mauro Mendes, que já colocou o apoio a Otaviano Pivetta, e eu defendo o diálogo. A polarização em cima de um candidato e de outro gerará problema para a eleição, eu tive esse problema”, avaliou.
Botelho, ao relembrar sua derrota, pontuou que a mesmo ocorreu diante da dificuldade de consenso e ignorância partidária. Ele ressaltou que, ao longo da campanha, os que torciam pela candidatura de Fábio nunca o apoiaram, porque se chatearam com a decisão interna.
“Nas eleições de Cuiabá, os partidários de Fábio Garcia, que estavam animados com a campanha dele, não vieram para minha campanha. Foram para campanha de outros, porque estavam chateados e isso pode ocorrer também na eleição de governador. Temos que construir essa conversa sem bater martelo, isso criará problemas lá na frente. Quando definirem candidatura de Pivetta, os Jaymitas não vão apoiar. Eles podem apoiar qualquer outro ou até vice-versa. Se Jayme for candidato, os outros não apoiam”, comparou.
Ao ser questionado se existe uma resistência da sigla em apoiar Jayme, o deputado desconversou e disse que o senador é quisto pelos colegas, mas sofre por conta da posição pessoal do governador,
“A resistência é mais pessoal do governador, não do partido. Nós temos conversado e estamos juntos [com Jayme]. [Lançar Otaviano Pivetta] é uma posição pessoal do governador que pode atrapalhar todo o grupo”, emendou.
Por fim, Botelho ponderou que já chegou a dizer ao governador para que buscasse o consenso ainda esse ano, para não colocar em chefe o futuro político do grupo.
“Eu cheguei de falar ao governador, pedindo para construir dentro do partido uma unidade. Porque já aconteceu na eleição de prefeito e pode acontecer de novo. Eu disse: ‘O senhor saiu falando que da parte do senhor, o candidato seria Fábio Garcia. Criou essa animosidade e atrapalharam as eleições municipais, a família de Fábio não me apoiou, ninguém me apoiou. As pessoas que gostam dele não me apoiaram, porque estavam empolgadas’”, concluiu.
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