POLÍTICA
PT na Câmara pede fim imediato de mandato de Zambelli
O líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ), pediu nesta 4ª feira (4.jun.2025) o fim imediato do mandato da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) ao presidente da Casa Baixa, Hugo Motta (Republicanos-PB). Leia a íntegra do requerimento (PDF – 192 kB).
Zambelli deixou o Brasil na 3ª feira (3.jun). É alvo de um mandado de prisão. Ela foi condenada a 10 anos de prisão pela 1ª Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) em maio deste ano por invasão ao sistema do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) em 2022.
Segundo Lindbergh, a condenação é “incompatível com o comparecimento mínimo exigido às sessões legislativas”.
“Carla Zambelli evadiu-se do território nacional, encontra-se foragida e já declarou, em vídeo repercutido por diversos veículos da imprensa nacional, que não pretende retornar ao Brasil, frustrando a aplicação da lei penal e tornando ainda mais patente a absoluta incompatibilidade entre sua situação jurídica e o exercício da função parlamentar”, diz.
Nas redes sociais, a deputada bolsonarista disse que o pedido de prisão contra ela é “ilegal”, pois “deputado federal só pode ser preso em flagrante e por crime inafiançável”.
Zambelli está nos Estados Unidos para fazer um tratamento médico. Depois, disse que irá à Itália, país onde tem cidadania.
“Denunciarei esse abuso, essa perseguição e essa escalada autoritária em todos os fóruns internacionais possíveis. O mundo precisa saber que, no Brasil, ministros do Supremo agem como imperadores, atropelando leis, calando vozes, destruindo famílias”, disse em nota.
O ministro Alexandre de Moraes determinou que a Polícia Federal inclua Zambelli na difusão vermelha da Interpol e bloqueou seus passaportes, contas bancárias, investimentos, veículos, imóveis e redes sociais.
Ele também impôs multa diária de R$ 50.000 caso a deputada publique, direta ou indiretamente, conteúdos que reiterem condutas criminosas.
A difusão vermelha da Interpol é um alerta internacional emitido a pedido de um país-integrante para localizar e prender provisoriamente uma pessoa procurada.
Não é um mandado de prisão internacional automático, mas funciona como um pedido de cooperação entre os 195 países membros da Interpol. Cada país decide, de acordo com sua legislação, se executa ou não o pedido.
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