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Cmara abre CP para cassar vereador preso por ‘estupros em srie’ em MT

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Por unanimidade, a Câmara Municipal de Canarana aprovou a criação de uma Comissão Processante para apurar as denúncias contra o vereador Thiago Bitencourt Ianhes Barbosa (PL), na sessão ordinária realizada na noite desta segunda-feira (02). O parlamentar, que é médico, é acusado de produzir pornografia infantil e praticar crimes sexuais contra menores.

A comissão será presidida pelo vereador André da Madeireira (PSDB), tendo como relator Rafael Govari (União) e como integrante o vereador Gustavo (Republicanos). O grupo terá um prazo máximo de 90 dias para concluir o processo, que pode ser encerrado antes caso haja decisão favorável.

O presidente da Casa, vereador José Porto dos Santos, conhecido como Jocasta (MDB), destacou que a prisão do parlamentar ocorreu após uma investigação detalhada da polícia. Ele adiantou que a Câmara também pode solicitar a cassação do mandato e o afastamento imediato do vereador.

Barbosa, que se identifica como apoiador do ex-presidente Jair Bolsonaro, foi preso em flagrante no sábado (31), após a polícia encontrar imagens íntimas de uma adolescente em sua residência. No domingo (1º), a prisão temporária foi convertida em preventiva, e ele permanece detido na Penitenciária de Água Boa.

Além do caso envolvendo a adolescente, o médico também é investigado por suposto abuso de uma criança de dois anos, sobre a qual haveria registros pornográficos. A defesa do parlamentar nega todas as acusações.

Thiago Barbosa atuava como clínico geral concursado em uma unidade do Programa Saúde da Família (PSF) de Canarana, com um salário de R$ 28.911,95. Ele é servidor público municipal há mais de uma década. Até o momento, a prefeitura não se manifestou sobre a situação funcional do médico.

Em paralelo, o Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM-MT) abriu uma sindicância para avaliar a conduta profissional do vereador. Já o Partido Liberal (PL) em Mato Grosso informou que está em contato com o diretório municipal para tomar as medidas necessárias, incluindo seu possível desligamento da sigla.





Fonte: Folhamax

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