POLÍTICA

PL afasta vereador preso por usar adolescente como ‘escrava sexual’ em MT

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O Partido Liberal (PL) de Mato Grosso anunciou a suspensão preventiva da filiação do vereador Thiago Bitencourt Ianhes Barbosa, de Canarana, preso no final de semana sob acusações graves de abuso sexual envolvendo menores. A decisão foi formalizada por meio de uma resolução administrativa assinada pelo presidente estadual do partido, Ananias Filho, nesta segunda-feira (02).

Em nota, o PL destacou que a medida visa “resguardar os princípios da moralidade, da ética e do decoro” que regem a agremiação, garantindo ao vereador o direito ao devido processo legal. A suspensão, de prazo indeterminado, será mantida até o desfecho das investigações e processos judiciais. 

Caso absolvido, Thiago Bitencourt poderá ser reintegrado ao partido. Se condenado, enfrentará a expulsão definitiva.

O partido afirmou que encaminhará a resolução à Justiça Eleitoral para atualização dos registros. Enquanto isso, Thiago Bitencourt permanece preso preventivamente.

“Fica suspensa cautelarmente a filiação partidária do vereador Thiago Bitencourt Ianhes Barbosa, por prazo indeterminado, até o desfecho das investigações e processos judiciais que tramitam em seu desfavor. O arquivamento do processo, ou sua absolvição, possibilitará a reintegração plena da filiação, hipótese em que está decisão será revista, em caso de confirmação, será procedido processo de expulsão do partido”, diz trecho. 

Thiago Bitencourt, médico e apoiador do ex-presidente Jair Bolsonaro, foi preso no último sábado (31) durante uma operação da Polícia Civil que investigava denúncias de abuso sexual e posse de material de pornografia infantil. Segundo as investigações, foram encontrados em sua residência e consultório fotos e vídeos explícitos envolvendo menores, inclusive uma adolescente de 15 anos que teria sido vítima de “escravidão sexual” desde os 12 anos. 

Há ainda suspeitas de que ele tenha abusado de uma criança de apenas dois anos. O vereador também é alvo de uma ação do Ministério Público por enriquecimento ilícito, acusado de usar sua posição política e profissional para explorar vítimas vulneráveis.





Fonte: Folhamax

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