POLÍTICA
Prefeito de Palmas é suspeito de vazar informações de operação da PF de MT
O prefeito de Palmas (TO), Eduardo Siqueira Campos (Podemos), foi um dos alvos da 9ª fase da Operação Sisamnes, deflagrada pela Polícia Federal nesta sexta-feira (30). A ação mira um esquema criminoso de vazamento e comercialização de informações sigilosas de investigações presididas pela PF sobre um suposto esquema de venda de decisões judiciais envolvendo advogados, lobistas, empresários, assessores, chefes de gabinete e magistrados.
Edu Fortes/ Secom Palmas

A Operação Sisamnes é uma investigação iniciada após a morte do advogado Roberto Zampieri, ocorrido em dezembro de 2023, em Cuiabá. Segundo o jornalista Aguirre Talento, colunista do UOL, o prefeito foi alvo de mandado de busca e apreensão. Em Brasília, um advogado investigado é intimado com medidas cautelares, como proibição de sair do país e de contato com os investigados.
A ação desta sexta é continuação da 4ª fase da operação, que teve como alvo Thiago Marcos Barbosa de Carvalho, assessor do procurador Ricardo Valente, do Ministério Público do Tocantins. Na época, Thiago, que é sobrinho do governador do Tocantins, Wanderlei Barbos, foi preso preventivamente.
Segundo a PF, os alvos desta sexta teriam tido acesso antecipado a detalhes de operações policiais, comprometendo a eficácia das medidas judiciais que seriam implementadas. Além disso, a deflagração tem como objetivo apurar eventuais privilégios ilegais concedidos a um dos investigados atualmente preso no âmbito da Operação Sisamnes.
Operação Sisamnes
A Operação Sisamnes, deflagrada pela Polícia Federal em novembro do ano passado em Mato Grosso, mirou supostos crimes de organização criminosa, corrupção, exploração de prestígio e violação de sigilo funcional. Segundo a PF, as investigações apontam um suposto esquema de venda de decisões judiciais envolvendo advogados, lobistas, empresários, assessores, chefes de gabinete e magistrados.
A ação culminou no afastamento dos desembargadores Sebastião Moraes Filho e João Ferreira Filho, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso e do juiz Ivan Lúcio Amarante, da Comarca de Vila Rica (a 1.269 km de Cuiabá). Caso veio à tona após análise do celular do advogado Roberto Zampieri, executado em dezembro do ano passado.
O lobista Andreson Gonçalves também foi preso na operação. Ele foi transferido da Penitenciária Central do Estado para a Penitenciária Federal de Brasília.
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