POLÍTICA
Posse de ministra das Mulheres vira ato de apoio a Marina Silva
A posse da ministra das Mulheres, Márcia Lopes, nesta 4ª feira (28.mai.2025) se transformou em um ato para prestar solidariedade à ministra do Meio Ambiente, Marina Silva. O evento foi realizado no Teatro da Caixa em Brasília, 1 dia depois de Marina ter se envolvido em uma discussão durante audiência na Comissão de Infraestrutura do Senado.
Em seu discurso, Márcia Lopes referiu-se a colega de Esplanada, que não esteve na cerimônia, como “guerreira” e classificou os comentários dos senadores como “estarrecedores”.
“Quando ela dizia ‘não serei submissa’, é isso mesmo. Jamais retrocederemos, jamais seremos submissas. O lugar dela é brilhando no mundo. Foi falado para ela: ‘Coloque-se no seu lugar’. O lugar dela é brilhando no mundo, defendendo o meio ambiente, defendendo a nossa história, o povo brasileiro e as mulheres”, afirmou.
A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, declarou que Marina Silva foi “vítima de um ato covarde” e que o episódio no Senado é “imperdoável”.
“Esse ato de posse da Márcia tem que se transformar num ato de desagravo à ministra Marina Silva. Não podemos mais deixar que essas coisas aconteçam sem mostrar nossa profunda indignação. Deixar esse registro não só como ministra, mulher e militante política, mas também em nome do governo do presidente Lula. Não é admissível isso”, disse.
A ex-ministra das Mulheres, Cida Gonçalves, também manifestou seu apoio. “Ainda somos muito poucas na política, além de vítimas constantes de ataques misóginos, como aconteceu ontem com a ministra Marina Silva no Senado. Quero deixar a minha solidariedade à ministra.”
O embate se iniciou durante questionamentos apresentados pelo senador Omar Aziz (PSD-AM) a respeito da construção da BR-319.
A ministra e o senador amazonense trocaram farpas e empacaram o andamento da reunião por vários minutos. Marcos Rogério (PL-RO), presidente da Comissão de Infraestrutura, relutou em conceder direito de resposta à ministra.
“O senhor gostaria que eu fosse uma mulher submissa, mas eu não sou. Eu vou falar”, disse Marina. Na sequência, Marcos Rogério, irritado, disse “agora é sexismo, ministra? Me respeite, ministra. Se ponha no teu lugar”.
Uma gritaria generalizada tomou a sessão. A senadora Eliziane Gama (PSD-MA), que estava no local, questionou: “O que é isso, presidente? Que desrespeito é esse com a ministra? Ponha-se o senhor no seu lugar”.
“Vossa excelência não venha atribuir a este presidente que é sexista. Eu não sou sexista. A senhora veio a essa comissão para tumultuar”, disse Marcos Rogério durante a discussão.
Em outro momento, o senador Plínio Valério (PSDB-AM) –que já falou em “enforcar” Marina em um evento de empresários– disse, ao se dirigir a ela, que “a mulher merece respeito, a ministra, não”.
“Ministra Marina, que bom reencontrá-la. Ao olhar a senhora eu vejo uma ministra. Não estou falando com uma mulher. Porque a mulher merece respeito, a ministra, não. Por isso, quero separar”, disse Valério.
Marina Silva se retirou da audiência depois da declaração. “Eu fui convidada como ministra, tem que me respeitar, ou eu me retiro. Porque eu não fui convidada por ser mulher”, declarou.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) telefonou para Marina expressando apoio à sua decisão de deixar a audiência. A primeira-dama, Janja Lula da Silva, enviou mensagem à ministra e publicou defesa nas redes sociais.
Assista ao momento (5min23s):
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