POLÍTICA
Ex-ministro de Bolsonaro nega candidatura em MT: ‘estelionato’
Deputado federal por São Paulo, o ex-ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles (Novo) rechaçou a hipótese de disputar uma vaga ao Senado por Mato Grosso em 2026. Nesta terça-feira (27) durante evento do Grupo de Líderes Empresariais (Lide), em Cuiabá, ele classificou a hipótese como “estelionato eleitoral”.
“Ninguém convidou. Acho que foi algo que surgiu de forma orgânica pelo pessoal do agro, que tem muita relação com o que fiz lá no Ministério. Não houve convite, se houvesse, eu declinaria. Não tem sentido, seria uma espécie de estelionato eleitoral. Não faria isso nunca”, afirmou o parlamentar.
Salles afirmou que apesar de ter boa relação com o setor do agronegócio mato-grossense, devido a sua “gestão” à frente do Ministério do Meio Ambiente, no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), seu domicílio eleitoral é em São Paulo. Ele negou que tenha recebido convite ou proposta para uma possível candidatura por Mato Grosso.
“Vou ser candidato ao Senado, mas lá em São Paulo. Tenho muito orgulho de ser considerado aqui por Mato Grosso, mas meu estado é São Paulo e acho que as pessoas devem se candidatar por seu estado”, enfatizou.
Ricardo Salles foi eleito deputado federal por São Paulo nas eleições de 2022 com 640.918 votos, representando 2,70% dos votos válidos no estado. Esse resultado o colocou como o quarto candidato mais votado para a Câmara dos Deputados.
Ex-ministro de Bolsonaro, durante sua gestão, Salles implementou diversas medidas que foram vistas como afrouxamento das regras ambientais, como a transferência de competências do Ministério do Meio Ambiente para outras pastas e a tentativa de flexibilizar normas como a Lei da Mata Atlântica.
Ele gerou polêmica com a expressão “passar a boiada” durante uma reunião ministerial em 22 de abril de 2020. Na ocasião, Salles sugeriu que, enquanto a atenção da imprensa estava voltada para a pandemia de Covid-19, o governo deveria aproveitar para “ir passando a boiada” como uma tentativa de enfraquecer a legislação ambiental sob o pretexto de desburocratização.
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