POLÍTICA
Deputada promete levar colapso da saúde aos órgãos de controle
A deputada estadual Janaina Riva (MDB) sugeriu nesta terça-feira (27) que o colapso da saúde pública de Sorriso e na região norte de Mato Grosso seja levado ao Ministério Público, ao Tribunal de Contas do Estado e ao Poder Judiciário. A proposta foi feita após uma reunião com vereadores do município, que relataram o cenário de desassistência na UPA e no Hospital Regional, que têm recebido pacientes de 15 cidades da região.
“A saúde pede socorro. O povo está sofrendo, esperando atendimento à beira da morte. Tem gente regulada como prioridade zero, ou seja, risco de vida, que aguarda mais de 10 dias por uma vaga na UTI”, disse a parlamentar.
Durante a reunião, Janaina ouviu as vereadoras Silvana Perin e Jane Delalibera, o vereador Darci Gonçalves e o suplente de deputado Damiani da TV, e destacou a urgência de uma atuação conjunta para enfrentar a crise.
“Sorriso virou referência regional, mas sem investimento proporcional. Ao longo dos anos, não se construiu um hospital municipal, uma maternidade. O que se tem é uma UPA lotada, onde o paciente só é transferido quando já está em estado grave”, criticou.
A deputada questionou ainda por que o governo do Estado, mesmo com dinheiro em caixa, não celebra convênio com o Hospital 13 de Maio para ampliar os atendimentos via SUS, como já ocorre em outros municípios. “Isso já acontece em Nova Mutum, em Primavera do Leste. Por que a população de Sorriso está sendo privada desse atendimento? ”, indagou.
Ela também se referiu ao caso do homem preso após protestar em frente à Secretaria de Saúde de Sorriso com pneus em chamas. “Aquilo foi um grito silencioso de desespero. Um trabalhador que queria salvar a vida da esposa. E ele é quem foi preso. Os valores estão invertidos. Quem deveria estar preso são os que se negam a atender, mesmo com recursos disponíveis”, afirmou.
Janaina lembrou que o próprio governador afirma, com frequência, que Mato Grosso investe 19% da receita. No entanto, na prática, faltam médicos, medicamentos e leitos. “É inadmissível que se invista R$ 24 milhões em uma roda gigante num parque de luxo, enquanto falta o básico para quem está morrendo por falta de atendimento. O cidadão humilde de Mato Grosso também tem valor”, defendeu.
A parlamentar finalizou propondo que a Câmara de Vereadores, junto aos órgãos de controle e Prefeitura Municipal, organize uma reunião formal para cobrar respostas e soluções. “Precisamos entender por que não há investimento suficiente em saúde pública, enquanto bilhões são direcionados a grandes obras que não atendem a maioria da população”, finalizou.
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