AGRICULTURA
Duas doenças fazem custo de produção da laranja ter alta de 16% por hectare
A produção de laranja em São Paulo, principal estado produtor do Brasil, teve aumento de até 16% por hectare na safra 2025/26, conclui estudo do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).
O acréscimo se dá pela elevação das despesas com colheita e frete, além de defensivos para o combate ao greening.
De acordo com o pesquisador da instituição Renato Garcia Ribeiro, o estudo utiliza como exemplo dois perfis de propriedades: uma irrigada, ao norte paulista; outra de sequeiro, mais na região centro-sul do estado.
Por conta disso, o especialista ressalta que as condições de manejo e os modelos de cada fazenda produtora fazem os custos divergirem. Contudo, independente disso, os gastos com colheita e frente vêm subindo em todas as safras, característica que o Cepea observa há oito anos, quando começou a realizar o estudo anual.
Greening e cancro cítrico
Ribeiro destaca que os gastos de colheita e frete são, basicamente, as principais contas da atividade. “Mas percebemos também [alta no] desembolso com defensivos para o controle do greening e também para o controle do cancro cítrico que, segundo o pessoal que participa das nossas reuniões para levantamento desses custos, os consultores, a doença tem dado bastante trabalho para o controle, em especial agora em 2025”, relata.
Para o combate do greening, o pesquisador do Cepea relata que o produtor de laranja tem tido sucesso, mas às custas de aplicações de defensivos cada vez mais intensivas. “Vemos em lavouras adultas casos de até 40 aplicações anuais e em lavouras em formação, essas aplicações ultrapassam as 50 por ano”.
O especialista reforça que 2024 foi um ano de preços um pouco mais altos, o que proporcionou ao produtor uma condição de caixa para conduzir o manejo de forma a reduzir doenças e pragas. “No entanto, os níveis de infestação de greening preocupam para o futuro. De momento, conseguimos perceber que o produtor tem feito um controle bastante intensivo e conseguido mitigar o aumento da doença, mesmo com ela atingindo patamares de quase a metade do cinturão citrícula paulista.”
Maior produção de laranja
O pesquisador lembra que o ano será marcado por maior produção e, consequentemente, rendimento ao produtor. De acordo com o Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus), a expectativa é de colheita de 314,6 milhões de caixas na atual safra.
“Ainda assim, as condições [de mercado] este ano estão um pouco diferentes do que no ano passado em termos de comercialização da fruta. Nesse período do ano já se tinha um percentual importante de contratos realizados entre indústria e produtores, mas, de momento até agora, o mercado pouco caminhou em termos dessas contratações.”
O pesquisadir do Cepea destaca que, em parte, a morosidade de venda se explica por se tratar de uma safra mais tardia, o que leva produtores e indústrias a esperar mais para realizar contratos.
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