POLÍTICA
Aps comprovar inocncia, juza eleita desembargadora no TJ-MT
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) elegeu por unanimidade a juíza Juanita Cruz da Silva Clait Duarte como a nova desembargadora do Poder Judiciário Estadual na tarde desta quinta-feira (22). Juanita Cruz da Silva Clait Duarte ocupa a vaga na categoria de “antiguidade” – o juiz mais antigo da Corte -, deixada pela desembargadora Maria Aparecida Ribeiro, recentemente aposentada. Preenchidos os requisitos ao cargo, a escolha da magistrada foi apenas uma mera “formalidade”. Ela concorreu com os juízes Sérgio Valério, Abel Balbino Guimarães e Ester Belém Nunes.
A posse da magistrada deve ocorrer na próxima segunda-feira (26) às 10h. “De acordo com a lista de antiguidade, a candidata Juanita Cruz é a mais antiga e inexiste qualquer impedimento quanto a sua remoção”, declarou o presidente do TJMT, o desembargador José Zuquim Nogueira.
No ano de 2022, Juanita obteve o direito de retornar à ativa no Poder Judiciário de Mato Grosso depois de ser aposentada compulsoriamente por ser uma das suspeitas de envolvimento no chamado “Escândalo da Maçonaria”.
De acordo com informações da denúncia, um grupo de magistrados do TJMT agiu para “salvar” a loja maçônica Grande Oriente do Estado de Mato Grosso (GOEMT) de uma dívida de R$ 1,4 milhão, utilizando recursos públicos. As fraudes ocorreram entre 2003 e 2005.
A denúncia revela que a GOEMT teve prejuízos superiores a mais de R$ 1 milhão num convênio firmado com o banco Sicoob. Para fechar o rombo da instituição, magistrados do Poder Judiciário Estadual teriam “viabilizado” pagamentos deles próprios que estavam em atraso para que posteriormente os recursos fossem repassados à maçonaria.
Os juízes foram “condenados” à aposentadoria compulsória no ano de 2010 pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), mas conseguiram reverter as decisões no ano de 2022. Durante o período eles continuaram recebendo do Poder Judiciário de Mato Grosso, sem trabalhar.
O desembargador Marcos Machado, que é oriundo do Ministério Público do Estado (MPMT), lembrou da época em que atuou junto à magistrada na comarca de Rondonópolis (216 Km de Cuiabá) – e também do episódio de afastamento.
Machado revelou em sua fala que a magistrada lhe confessou que pensou em “desistir”, refletindo que ela “certamente chorou muito”. “A Juanita passou por uma situação pessoal, que todos que a conheciam afirmavam ser de uma injustiça terrível, profunda”, comentou o desembargador.
Recentemente, Juanita obteve na justiça o direito de receber R$ 5,8 milhões pelas diferenças salariais nos 12 anos em que ficou afastada de suas funções.
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