POLÍTICA
Deputado cita planos do PT em MT para eleger 2 federais
O deputado Lúdio Cabral revelou que optou por desistir de disputar o comando do Partido dos Trabalhadores (PT) contra a presidente da Conab, professora Rosa Neide, para evitar novas rusgas dentro da sigla como ocorreu em anos anteriores. Em entrevista à Rádio Cultura FM, o petista afirmou que com a colega presidindo a legenda, terá mais visibilidade para disputar à Câmara Federal em 2026.
“Se falou muito na possibilidade de eu disputar o Diretório Estadual. Mas eu avaliei que o melhor, porque nós temos daqui a um ano uma eleição estadual, é evitar uma disputa entre eu e a Rosa, que sempre sai um machucado aqui, outro ali”, disse nesta terça-feira (20).
Segundo ele, o grupo busca retomar a vaga de deputada federal que Rosa Neide perdeu, mesmo tendo sido a mais votada em 2022. “Queremos, inclusive, ajudar a montar uma chapa para que, além de eleger a Rosa, a gente possa eleger mais um nome. Até porque vai haver um aumento no número de vagas para deputado federal em Mato Grosso”, explicou.
As ‘rusgas’ entre os correligionários começaram em 2024 quando Rosa era ventilada para disputar a Prefeitura de Cuiabá. Em 2023 foi divulgado que ela trocaria o domicílio eleitoral de Diamantino para a Capital. No entanto, após muito diálogo e pressão, o nome escolhido foi o de Lúdio, que ainda teve que ‘disputar’ contra o ex-vice-prefeito José Roberto Stopa (PV), da federação com o PCdoB e Partido Verde.
COMPANHEIROS? – Não é segredo que os petistas não sejam tão “companheiros” assim. Isso porque, em 2010, Serys Slhessarenko era senadora e pretendia disputar a reeleição. Ela era um dos membros históricos da sigla. Apesar do apoio que tinha em meio aos eleitores, Serys foi preterida por seu partido, que decidiu atender aos anseios do então deputado federal Carlos Abicalil. Após intensos desgastes, Serys foi lançada a deputada federal. Os dois perderam.
Em 2012, novamente Slhessarenko foi escanteada pelo partido que ajudou a crescer. Ela tentava ser a candidata a prefeita de Cuiabá, mas a sigla acabou optando por Ludio Cabral, hoje deputado estadual. A escolha foi a gota d’água para ela, que decidiu sair do partido e arrastou consigo cerca de 300 membros históricos da sigla.
Atualmente ela e a filha, médica Natasha Slhessarenko, estão no PSD presidido pelo ministro da Agricultura e senador licenciado, Carlos Fávaro.
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