SAÚDE
Caso raro: homem tem síndrome da “cabeça caída” causada por vício
O caso, registrado no Hospital Universitário Al-Zahra, no Irã, foi publicado em abril na e chamou a atenção dos médicos pelo grau de comprometimento físico e pelas causas incomuns.
O paciente, que não foi identificado, chegou ao hospital com a cabeça pendendo para baixo, sem conseguir sustentá-la. Segundo os médicos, ele apresentava nos músculos do pescoço, uma característica marcante da síndrome, também chamada de síndrome da cabeça flácida.
Embora geralmente ligada a distúrbios neuromusculares, como a doença do neurônio motor, nesse caso, a condição foi associada ao uso prolongado de drogas como anfetaminas, heroína e ópio.
Deformação causada por má postura prolongada
De acordo com o relato, o homem convivia com a síndrome há pelo menos 15 meses. Durante esse período, tentou lidar com os sintomas por conta própria, usando remédios naturais, mas sem sucesso. Quando finalmente procurou ajuda médica, também se queixava de dormência e formigamento nos braços,.
A avaliação inicial não mostrou alterações nos nervos ou nos músculos, mas uma tomografia revelou uma grave deformação na coluna cervical. Segundo os especialistas, o problema não foi causado diretamente pelas substâncias químicas, mas por seus efeitos indiretos.
“Quando o paciente usa a droga, ele permanece em uma determinada posição por muito tempo. Com o passar dos meses, isso resulta em alterações estruturais que levam à cifose cervical”, explicou o médico Majid Rezvani, coautor do estudo.
As drogas, especialmente , podem induzir estados de hiperfoco ou apatia, fazendo com que o usuário fique por horas numa mesma postura. Com o tempo, isso pode levar ao arredondamento excessivo da parte superior das costas e à queda da cabeça.
Cirurgia foi necessária para corrigir o problema
Como parte do tratamento, o jovem foi submetido a uma cirurgia corretiva. Os médicos removeram o osso deformado e implantaram uma estrutura chamada “gaiola de travamento” para sustentar a cabeça. A operação foi bem-sucedida e não houve comprometimento neurológico.
“Não havia nada que indicasse predisposição à doença antes do uso de drogas. O abuso crônico foi o principal fator desencadeante”, afirmaram os autores do artigo.
Logo após a cirurgia, o paciente conseguiu andar com o auxílio de um colar cervical rígido, que precisou usar por três meses. Ele também iniciou um programa de reabilitação para tratar a dependência química.
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