POLÍTICA

PC flagra saques de R$ 2,2 milhões em dinheiro por empresas em MT

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Operacao o Poco Sem Fundo

 

A investigação que originou a Operação Poço sem Fundo, conduzida pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor), revela um sofisticado esquema de desvio de recursos públicos por meio de contratos da Companhia Matogrossense de Mineração (Metamat), com indícios robustos de lavagem de dinheiro e saques milionários em espécie. Segundo consta na representação criminal apresentada à Justiça, foram identificadas operações bancárias atípicas e de alto valor, envolvendo diretamente empresas contratadas pela Metamat, com retiradas em espécie de bancos que ultrapassam R$ 2,2 milhões.

Um dos casos é o da empresa Tecnopoços Perfurações de Poços Artesianos Ltda, que, segundo o relatório da CGE-MT, recebeu valores superfaturados no contrato 09/2022, gerando prejuízo superior a R$ 3,6 milhões. O relatório aponta que Willian Gomes Beatriz, sócio da empresa, realizou 12 saques em espécie entre 2022 e 2023, totalizando R$ 1,7 milhão.

“Os indícios de lavagem de dinheiro no âmbito de atuação da empresa no período estão consignados. Destaca-se, dentre as operações suspeitas, a realização, por Willian Gomes Beatriz, de 12 saques de altos valores em espécie da conta bancária da empresa Tecnopoços, que totalizaram R$ 1.785.000,00”, aponta o documento assinado pela juíza Edna Ederli Coutinho, do Núcleo de Inquéritos Policiais (Nipo).

Outro nome citado nas apurações é Jobar Oliveira Rodrigues, ligado à empresa Uniko Engenharia, também contratada pela Metamat. De acordo com os registros bancários, ele teria realizado seis saques em espécie que somaram R$ 506.150,00, sem qualquer justificativa contábil compatível com a execução contratual.

Ainda conforme os investigadores, as movimentações bancárias investigadas incluem relações suspeitas entre a FR Engenharia, também contratada, e a empresa GFA Engenharia e Consultoria Ltda, de propriedade de Gonçalo Ferreira Almeida, que ocupou o cargo de diretor administrativo-financeiro da Metamat, em possível configuração de conflito de interesses e triangulação financeira. “Destaca-se, dentre as vastas operações atípicas detectadas pelo COAF no período, a manutenção de relacionamento financeiro suspeito entre a FR Engenharia e a empresa GFA Engenharia e Consultoria, pertencente a Gonçalo Ferreira de Almeida, ex-diretor Administrativo-Financeiro da Metamat”, diz trecho. 

A operação “Poço Sem Fundo”, foi deflagrada na última quinta-feira (8) pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor) para desarticular um esquema de desvios de R$ 22 milhões dos cofres públicos. As investigações foram iniciadas após uma denúncia feita pelo Governo de Mato Grosso e resultaram na identificação de um grupo atuando na Metamat desde o ano de 2020, que fraudava a execução de contratos para a perfuração de poços artesianos.

As diligências começaram após a Deccor ser acionada e informada das auditorias realizadas pela Controladoria Geral do Estado, que apontaram um prejuízo de pelo menos R$ 22 milhões devido a desvios de valores. Em 2024, o Governo de Mato Grosso decidiu pela extinção da Companhia Mato-grossense de Mineração. As atribuições da pasta serão transferidas para a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec)





Fonte: Folhamax

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