POLÍTICA
Fraude no INSS atinge senador de MT; R$ 712 foram descontados
O senador Jayme Campos (UB) foi uma das vítimas das fraudes do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) investigadas da “Operação Sem Desconto”, deflagrada pela Polícia Federal. A informação foi revelada pela senadora Damares Alves (Republicanos-DF) por meio de um vídeo em suas redes sociais nesta quarta-feira (07).
No vídeo, Damares afirmou que os descontos aconteciam há oito meses e Jayme, que tem 73 anos, os identificou ao observar o holerite da aposentadoria. De acordo com a republicana, as cobranças indevidas eram de R$ 89,00 e somadas chegaram ao montante de R$ 712,00 durante o período.
“Sabiam que descontaram de forma indevida da aposentadoria do senador Jaime Campos? O senador Jaime Campos já é um idoso, aposentado, e ele foi olhar o extrato dele e descontaram indevidamente da aposentadoria dele. Vocês têm ideia da ousadia dos bandidos de se descontarem de um senador da República? Imaginem de um idoso analfabeto lá do interior. Imaginem de um indígena”, disse a senadora.
A Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União (CGU) investigam um esquema bilionário que descontava mensalidades de aposentados e pensionistas sem autorização, em nome de entidades como a Dataprev (Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência). Segundo os órgãos, a quadrilha pode ter desviado cerca de R$ 6,3 bilhões entre 2019 e 2024.
“Olha, nós vamos colocar todos esses bandidos na cadeia. Deixa eu dizer uma coisa. Não importa que governo esse bandido serviu. Eu vou fazer disso. Meta da minha vida. Todos eles vão pra cadeia. A Bíblia diz o seguinte. Ai de quem tira do órfão e da viúva. Me aguardem seus bandidos”, afirmou Damares.
O escândalo gerou forte pressão política, com a oposição ao presidente Lula (PT) solicitando a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o caso. O senador Jayme Campos já se manifestou favorável à abertura da investigação.
OPERAÇÃO SEM DESCONTO – A “Operação Sem Desconto”, deflagrada pela PF em abril deste ano, resultou em 211 mandados de busca e apreensão em 13 estados e no Distrito Federal, além de seis mandados de prisão temporária, com três detenções realizadas até o momento. A PF recuperou cerca de R$ 1 bilhão em bens e valores.
As entidades envolvidas firmavam Acordos de Cooperação Técnica (ACTs) com o INSS, permitindo descontos diretos nos benefícios. No entanto, muitos desses descontos foram realizados sem consentimento dos beneficiários, utilizando documentos falsificados ou sem a devida autorização.
O escândalo levou à demissão do presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, e à renúncia do ministro da Previdência, Carlos Lupi. Além disso, o irmão do presidente Lula, Frei Chico, foi citado por seu envolvimento no Sindnapi, embora não seja investigado formalmente
O governo anunciou que os valores descontados indevidamente serão devolvidos aos beneficiários, corrigidos pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). No entanto, ainda não há uma data oficial para o início dos ressarcimentos, pois o governo precisa identificar quem autorizou os descontos e definir a origem dos recursos para os pagamentos.
-
MATO GROSSO4 dias agoALMT tem agenda intensa de reuniões e audiências públicas
-
MATO GROSSO4 dias agoMega-Sena sorteia prêmio acumulado de R$ 150 milhões nesta quarta
-
MATO GROSSO5 dias agoArcebispo de Aparecida pede desarmamento e atenção à fome e à pobreza
-
POLÍCIA6 dias agoPolícia Militar utiliza esporte como ferramenta de transformação social na Baixada Cuiabana
-
POLÍCIA6 dias agoPolícia Militar apreendeu mais de 10,1 toneladas de entorpecentes em 2026
-
POLÍCIA6 dias agoHomem é preso pela PM após matar ex-companheira a facadas em Chapada dos Guimarães
-
MATO GROSSO6 dias agoMega-Sena acumula para R$ 150 milhões; confira os números sorteados
-
CIDADES6 dias agoAGIRF aplica R$ 1,79 milhão em multas à Águas de Diamantino por falhas na prestação dos serviços de água


