POLÍTICA
Deputada cita perseguição e chama secretário de moleque: “não venha me fazer de otária”; vídeo
Conteúdo/ODOC – A deputada estadual Janaina Riva (MDB), denunciou durante a sessão plenária nesta quarta-feira (30), uma suposta articulação dentro do Governo de Mato Grosso para impedir o pagamento de emendas parlamentares de sua autoria. A parlamentar relatou um episódio envolvendo um prefeito do interior e o secretário-chefe da Casa Civil, Fábio Garcia, que teria afirmado, diante de testemunhas, que não pagaria as emendas destinadas por ela.
“Quero dizer ao secretário Fábio Garcia: vai pagar cada centavo das minhas emendas. E se não pagar, vai me enfrentar com muita força aqui na Assembleia de uma forma que ele nunca viu”, declarou Janaina. “Esse é um direito que me foi dado nas urnas. Se quer me perseguir, que use aquilo que é dele. Mas ele não vai usar dinheiro público para perseguir deputada.”
A deputada, que é a mais votada da atual legislatura e a única mulher no Parlamento estadual, reforçou que não aceitará retaliações e exigiu respeito. “Me expôs na frente de todo mundo, como mulher, como deputada. Não pense que vai me fazer de otária. Não pense”, afirmou.
A denúncia ocorre em meio à repercussão da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 7807, ajuizada pelo governador Mauro Mendes (União Brasil) no Supremo Tribunal Federal (STF), que visa anular trecho da Constituição Estadual sobre a execução obrigatória de emendas de bancada e de bloco parlamentar. Para Janaina, o movimento do governo é uma tentativa de desmobilizar a atuação parlamentar e transformar a Assembleia Legislativa em um “puxadinho do Palácio Paiaguás”.
“Quer entrar na Justiça para acabar com emenda de bancada e está todo mundo quieto. Está achando que a Assembleia é o quê? Que é feita só de pau-mandado? Eu não sou pau-mandada”, afirmou.
A parlamentar também criticou o que classificou como uma “chantagem barata” e alertou para possíveis práticas de uso político da estrutura estatal por parte do secretário. “Vou atrás de cada centavo de emenda que me é devido, porque não é meu, é dos municípios. Agora ficar fazendo campanha de deputado federal com dinheiro do Estado? Prometendo três, quatro, cinco milhões? Opa, pera aí. E nós aqui só assistindo? Comigo não”, concluiu.
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