POLÍTICA
Lula deve mudar comando das Mulheres em reforma ministerial
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sinalizou a aliados que pretende avançar nas negociações para definir mudanças no comando de ministérios nos próximos dias. Segundo apurou o Poder360, um eventual anúncio, no entanto, deve ser feito só depois do feriado de 1º de Maio, Dia do Trabalho.
Há cerca de 1 mês, Lula convidou Márcia Lopes, ex-ministra do Desenvolvimento Social, para substituir Cida Gonçalves no Ministério das Mulheres. Cida é amiga da primeira-dama Janja Lula da Silva, mas pesam contra ela acusações de assédio moral no órgão. A ministra nega as acusações. Em fevereiro, a Comissão de Ética Pública da Presidência arquivou um processo contra ela.
Márcia Lopes é assistente social e professora. É filiada ao PT desde 1982. Foi ministra de 2010 a 2011, no 2º mandato de Lula. Antes, tinha sido secretária-executiva do órgão. É também irmã do secretário nacional de Economia Solidária do Ministério do Trabalho, Gilberto Carvalho, ex-ministro da Secretaria Geral da Presidência (2011 a 2015) e ex-chefe de Gabinete de Lula (2003-2010). Em 2012, foi candidata à Prefeitura de Londrina (PR) pelo PT, mas ficou em 3º lugar.
Lula passará o feriado em Brasília. Ele deve ter conversas sobre a reforma ministerial nesse período, mas aliados afirmam que as negociações diretas com os partidos devem se dar na próxima semana.
Até agora, as mudanças recentes feitas por Lula em sua equipe incluíram nomes do PT. Na Secom (Secretaria de Comunicação Social), saiu Paulo Pimenta e entrou Sidônio Palmeira. Na Secretaria de Relações Institucionais, saiu Alexandre Padilha e entrou Gleisi Hoffmann. Padilha assumiu a Saúde.
Houve troca também no ministério das Comunicações. Saiu Juscelino Filho (União Brasil) e entrou Frederico de Siqueira, indicado pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Neste caso, porém, Lula fez a alteração depois de Juscelino ter sido denunciado pela PGR (Procuradoria Geral da República) por corrupção em desvio de emendas.
A reforma, aventada pelo governo desde as eleições de 2024, já se arrasta há mais de 6 meses. Lula tem tido dificuldades em negociar espaços no governo com partidos de centro. O petista cobra compromisso com sua reeleição em 2026, mas as legendas aceitam, no máximo, assegurar governabilidade no Congresso até o fim do ano.
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